Joe sabia muito bem que Demi estava deitada em seu quarto. Sabia muito bem que sua dor de cabeça era uma mentira pra não precisar ficar próxima dele. Sabia também que ela ficaria puta por Joe não ter ido. Riu sozinho só de imaginar o estresse dela. Nada que um beijo não a fizesse ceder. Sabia muito bem disso. E estava surpreso por saber tanta coisa.
Demi saiu da sala e se trancou em seu quarto. A ideia de passar um dia inteiro com Joe não era das melhores. Mentir pra sua melhor amiga também não era. Mas ela o fez por sua própria segurança. Ficar perto de Joe nunca foi seguro. Agora menos ainda. Deitou em sua cama e tentou dormir mais um pouco. O que não aconteceu, pois teve uma inesperada ótima noite de sono. Bufou irritada e se sentou. O que ela faria o dia todo?
Joe, não muito longe dali, pensava exatamente como ela. Mas a diferença é que seus pensamentos estavam no plural. O que fariam o dia todo? Estava ansioso pra saber a reação de Demi ao ver que ele não foi na sorveteria com os demais. Caminhou lenta e calmamente até a porta do quarto de Demi. Bateu na porta. Sem resposta.
Demi‘s thinking
Imersa em pensamentos, decidi tomar um banho e pensar no que ficar fazendo o dia todo. Confesso que a ideia de seguir pra sorveteria que meus amigos tinham ido passou várias vezes pela minha cabeça. Mas seria uma recuperação muito rápida da minha suposta dor de cabeça forte.
Abri o chuveiro e entrei embaixo daquele jato de água fria. Fiquei alguns minutos pensando. Acho que penso demais. E isso nunca é bom. Enquanto pensava, escutei um barulho. Algo como uma porta se abrindo. Ignorei, pois devia ser algum dos meus amigos que esqueceu algo. Continuei embaixo do meu chuveiro apenas curtindo a liberdade de expor meu corpo àquela água fria.
Quando minha consciência biológica entrou em cena, me dei conta que havia desperdiçado água demais. Já estava embaixo do chuveiro há mais ou menos 40 minutos. O desliguei e sai do pequeno espaço do box. Me enrolei em uma toalha e coloquei outra em minha cabeça. Abri a porta do banheiro. Me arrependi de tê-lo feito.
Tinha uma pessoa em minha cama. Um entruso. Um penetra. Um filho da puta. Mais especificamente, Joe. Ele estava deitado despreocupadamente em minha cama com os braços cruzados embaixo da cabeça fitando o teto. Isso explica o barulho de porta sendo aberta. Nota mental: nunca me esquecer de trancar a porta do meu quarto.
Quando finalmente percebeu minha presença, olhou pra mim. Quando nossos olhares se encontraram, soltei um grito assustado e bem agudo. Joe fez careta pela altura de meu grito e se sentou. Fitou minhas pernas descobertas com um sorriso malicioso.
- Bela recepção, Lovato. - Joe olhou novamente pra mim rindo baixo.
- O que... o que... - tentei falar algo, mas minha garganta estava seca. Tentei puxar minha toalha mais pra baixo mas foi um ato desnecessário.
Joe riu de meu desespero por tentar tampar mais um pedaço de minhas pernas. Xinguei de todos os possíveis nomes por minha toalha ser tão pequena e desisti de puxá-la.
- Não sei pra que essa vergonha por eu estar vendo suas pernas. - ele se aproximou lentamente. - Afinal, já vi e senti antes. - ele sorriu de canto. Comecei a andar pra trás.
- O que você pensa que está fazendo aqui? - encontrei força pra soltar essa frase, mas não força o suficiente. Saiu falha e fraca.
- Vim te fazer uma visitinha. - ele se aproximou ainda mais, soltando uma outra risada insuportável.
Minha vontade era de estapeá-lo com toda a minha força. Mas eu não tinha força nem pra me mover direito.
- Saia! - exclamei com um pouco mais de força na voz. Não foi o suficiente.
- Calma. Ainda não terminei minha visita. Não vai me convidar pra sentar? Ah, esquece, já fiz isso sem seu convite. - ele sorriu esperto.
- Joseph Jonas, saia já do meu quarto. - fechei meus olhos tentando o mínimo contato possível com ele. Em vão, já que ao dizer essa frase, ele me puxou, colando nossos corpos.
- Sabe o que eu acho? - ele perguntou de forma reteorica. - Que é um desperdício ter um corpo como o seu e ficar o tampando com esse pedaço de pano insignificante. - Joe disse passando a mão pela berada de cima da toalha, conseqüentemente, tocando em meu busto.
Tentei me afastar dele. Ao fazê-lo, me arrependi. Suas mãos que estava segurando a berada de cima da toalha, puxaram a mesma, assim que eu forcei meu corpo pra trás. Ao perceber que eu estava nua em sua frente, sorriu maliciosamente.
Dei mais um grito. Agora mais alto e mais agudo. Joe fez outra careta mas logo abriu seus olhos. Eu tentava de todos os jeitos me tampar. Até que lembrei que tinha outra toalha na cabeça. Era pequena mas qualquer coisa estava valendo naquele momento.
- Nem pense nisso. - Joe correu até mim e tirou minha toalha de minhas mãos. Se afastou novamente. - Você fica tão linda, do jeito que veio ao mundo. - seu sorriso mudou. De malicioso, foi ao encantado. Seus olhos queimavam sobre mim. Ele queria jogar? Pois vamos jogar.
Depois de ver que não tinha mais chances, sorri espertamente.
- Isso é injusto. - disse com a voz manhosa me aproximando dele. Ele sorriu confuso.
- O que? - perguntou atordoado por ter uma mulher nua na sua frente caminhando em sua direção. Parei à poucos metros dele.
- Eu estar assim - apontei pro meu corpo. - e você estar com todas essas roupas desnecessárias. - apontei pro seu corpo dessa vez.
Ao ver as minhas intenções, seu sorriso malicioso se tornou maior e mais evidente. Outra coisa também era evidente. Seu amigo já tinha dado sinal de vida por baixo de sua calça jeans.
- Você pode dar um jeito pra mim. - ele colou rapidamente nossos lábios iniciando um beijo feroz. Suas mãos passeavam livremente por meu corpo nú. Comecei a puxar sua camisa pra cima, e apenas cortamos o beijo pra ele tirar a camisa por completo. Logo, procurei o ziper de sua calça jeans. Assim que achei, senti seu membro já excitado. Sorri durante o beijo.
{ n/a: o que você ler daqui em diante será cenas de sexo, não me responsabilizo por isso, leia se quiser.}
Decidi fazer as coisas diferentes dessa vez. O joguei em minha cama e caminhei até ele. Terminei de abrir sua calça o beijando rapidamente. Nossas línguas tramavam uma guerra entre si. Sorri abaixando meus beijos por toda a extensão de seu abdômen parando perto de sua virilha pra tirar a calça. O mesmo o fez. Voltei a olhar Joe. Seu olhar era suplicante. Acho que ele já sabia o que eu iria fazer.
Passei minhas mãos levemente por cima de sua boxer vermelha, colocando um pouco de força e apertando seu membro. Ele soltou a respiração pesadamente. Sorri ao perceber. Levei minha boca até o elástico de sua boxer o olhando com o olhar provocante. Ele observava tudo com as costas arqueadas. Puxei lentamente sua boxer com a boca até seu membro estar completamente descoberto.
Joe me olhava. Seu olhar passava toda a excitação que seu membro já denunciava. Ao tirar a boxer completamente, envolvi seu membro com uma das mãos, o masturbando. Joe arfou sentindo prazer. Sorri. Envolvi o mesmo que eu segurava, com a boca, dando uma atenção especial à glande. Fiquei um tempo o masturbando enquanto ele soltava gemidos baixos e mordia o lábio inferior.
- Demi... - ele disse em gemidos enquanto eu ainda tinha seu membro na boca. - Não vou aguentar mais. - ele disse. Entendi o recado e tirei minha boca dali. Voltei a beijar Joe.
O que foi inesperado por mim, foi a troca das posições. Joe se virou e se jogou por cima de mim. Me jogou um último olhar sedutor e um sorriso malicioso até que desceu seus beijos até meus seios. Envolveu um com suas mãos, enquanto passava sua língua envolta do meu outro mamilo. Soltei um gemido baixo. Joe continuou descendo seus beijos até chegar em minha virilha. Sua mão foi até o interior de minha coxa, apertando o local. Abriu ainda mais minhas pernas e começou a me masturbar com sua língua. Sugava e lambia toda a região de meu sexo enquanto eu suava e gemia.
Acho que nunca tive um sexo oral tão longo em minha vida. Joe sabia exatamente onde passar sua habilidosa língua, me enlouquecendo. Tirou sua língua. Inesperadamente, me penetrou com três dedos, enquanto outros dois, estimulava a região de cima da minha vagina.
- Joe... - gemi entre dentes. - Mais... rápido. - quase gritei sentindo seus dedos se movimentarem em uma rapidez prazeirosa dentro de mim.
Vendo que eu não aguentaria por muito tempo, diminuiu seus movimentos. Tirou seus dedos de dentro de mim, voltando a me beijar. Logo parou. Se levantou e foi atrás de sua calça em busca da camisinha. Tirou de lá e jogou pra mim deitando novamente na cama.
- Faça o que tiver que fazer. Eu confio em você. - Joe disse com os olhos fechados, esperando que eu colocasse a camisinha nele.
Com cuidado, coloquei a camisinha. Joe segurou meus quadris, se posicionando em minha entrada. Fui me abaixando lentamente. Quando senti que ele estava completamente dentro de mim comecei a me movimentar acompanhando seus movimentos com meus quadris. Estávamos nos movimentando em sincronia. O prazer estava perfeito. Logo cheguei no meu ponto máximo, esperando Joe também chegar. Com mais duas investidas ele relaxou. Saiu de mim. Eu o beijei calma e profundamente.
Depois do beijo, deitei em seu peito. O mesmo levantava e abaixava rapidamente conforme sua respiração.
- Me diz que você não vai sair correndo. - Joe riu baixo.
- Eu não posso. - eu disse e senti que ele sorriu. - O quarto é meu. Tecnicamente, você deveria correr. - segurei meu riso quando ele se levantou inconformado.
- Você tá brincando né? - ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas.
- To. - ri e ele me acompanhou. Se deitou novamente.
Ficamos nos encarando por um tempo. Analisei seu rosto. Como eu nunca reparei que Joe era lindo? Seus traços eram fortes, marcando seu rosto masculino. Seu sorriso que eu quase nunca reparei, era tão branco que dói se ficar olhando por muito tempo. Seus olhos eram grandes e castanhos. Brilhavam de um jeito diferente dos vários que eu já vi.
Acho que fiquei tanto tempo reparando nele que quando eu percebi, ele estava dormindo. Não liguei. Mas nem tudo são flores, não é mesmo? Escutei barulho de risadas lá embaixo. Cacete, meus amigos chegaram.
Coloquei rapidamente minhas roupas. Estaria tudo certo. Se não fosse por um ser morto na minha cama. Tentei acordar Joe o chamando baixo. Nenhum resultado.
- Demi, melhorou? - escutei a voz de Selena me chamando na porta. Pronto, agora estava tudo fodido.
Tentei mais uma vez acordar Joe. Porra Joseph, vai ser preguiçoso na puta que te pariu. Não, tia Denise não merecia isso. Foi mal. Não, foi péssimo. Pensamentos pra lá. Preciso acordar um babaca preguiçoso primeiro.
- Joe! Acorda! - gritei quase sem som. Fuck the logic. Ele se mexeu e xingou algo que não consegui traduzir pra língua dos humanos.
- Demi! Tudo bem? - Selena continuou me chamando e bateu com força na porta.
- Já vai. - eu disse em desespero.
Legal! Tinha que esconder Joe e dar uma desculpa qualquer pra demora. Chamei Joe mais uma vez e ele ainda não acordou. O empurrei e ele caiu no chão, fazendo um barulho no mínimo bem alto. Merda de cama de solteiro. Ele fez uma careta que entendi ser de dor. Selena bateu mais uma vez na porta. Joe arregalou os olhos. Finalmente.
- E agora? - ele perguntou sem fazer som.
- Coloca suas roupas, sai pela sacada e anda pelo para-peito até seu quarto. Eu vou enrolar ela enquanto isso. - agradeci por uma ideia ter vindo na minha cabeça tão rapidamente.
- Beleza. - Joe sorriu de canto e começou a colocar suas roupas.
Selena bateu na porta novamente. Tudo bem que ela era minha melhor amiga, mas sabia ser bem irritante quando queria.
- Demi que barulho foi esse? - Selena já perguntou irritada. Revirei os olhos e mordi meu lábio inferior enquanto Joe colocava seu sapato.
- Eu tropecei no pé da cama. - fiz careta e Joe riu baixo pela minha mentira.
- Ah. E por que você ainda não abriu a porta pra mim? O que ta acontecendo, Demetria? - porra ela me chamou de Demetria. A porra ficou séria.
- Eu to me trocando. Acabei de sair do banho. - eu fiz outra careta. Meu cabelo não estava mais molhado. Joe terminou de colocar sua roupa e se levantou indo em direção à sacada. Eu fui andando até a porta.
- Demi, espera. - Joe me chamou e eu me virei. - Nem um beijinho? - ele fez um biquinho e eu ri por um momento. Mas estava nervosa demais pra isso.
- Desculpa mas não vai dar. - entortei a boca. Ele bufou e saiu. Respirei fundo.
Abri a porta e Selena estava me esperando inquieta. A cara dela também não estava nada boa.
- Fala. - bufei tentando parecer irritada. Mas eu sabia que tinha um sorriso me entregando.
- Que demora! - ela disse entrando no meu quarto. Revirei os olhos.
- Já disse. Eu tava tomando banho. - sentei na minha cama simulando tédio.
- Ta. Eu vim ver se você já está melhor. - ela disse voltando a sua expressão beirando preocupação.
- Melhorei. Tomei remédio. - a olhei me sentindo um lixo por ter que mentir pra ela.
- Entendi. Vamos descer então. - ela disse e eu confirmei com a cabeça.
Fiquei pensando se deu tempo do Joe chegar no quarto dele. Mas quando sai do meu quarto, ele estava encostado na porta conversando com Dylan. Olhei pra ele que sorriu quando me viu. Tentei evitar sorrir também mas foi impossível. Super legal. Agora tenho que segurar um sorriso quando vejo Joe. Antes eu tinha que segurar meus punhos pra não bater nele. Ironia do destino? Talvez.
NOTA DA AUTORA:
Oie!
Esse capítulo não foi inteiramente escrito por mim. Eu não escrevo essas cenas. Prefiro que minha prima (@hesjoe) escreva por mim. Então, não me xinguem :)
Anyway...
Gostaram? Espero que sim, e comentem.
- @ohjonato
amodoro sua fic e vc sabe lkjhgfdças te amo e ta mto show <3
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