Shortfics

        O Lado Obscuro de uma Garota.
Bom, para começar, meu nome é Demi, tenho 18 anos. Sou natural do Brasil, mas me mudei para Los Angeles quando tinha 7 anos. Meu pai recebeu uma proposta de emprego muito boa, e na época precisávamos muito disso. Além disso, eu sempre quis conhecer outro país, principalmente Estados Unidos.

Minha infância foi conturbada. Perdi minha avó quando tinha apenas 10 anos. Eu a considerava a minha protetora, aquela em que eu podia confiar até de olhos vendados. Eu não sabia muito bem o que havia acontecido. Meus pais nunca quiseram entrar em detalhes na morte de minha avó. Eu apenas sabia que eu nunca mais a veria. E essa eu não gostava muito dessa idéia, mas precisava me acostumar com ela.

Quando eu tinha 15 anos, minha mãe engravidou novamente. Até então, só éramos eu, e meu irmão mais velho, Mike. Dessa vez, foi mais uma garotinha. Linda, delicada, e se parecia comigo, quando eu era bebê. Seu nome era Alexia. 1 ano depois, descobrimos que ela sofria de uma doença rara, e que ela não iria conseguir resistir. A doença já estava avançada demais para pará-la. O médico disse, que talvez, se descobrisse a doença antes, ela conseguiria resistir mais algum tempo. Tarde demais. Ela teria apenas mais 3 meses de vida. Não havia mais o que fazer, só esperar que o pior acontecesse. Como o previsto, 3 meses depois, ela – infelizmente – não resistiu e se foi.

 Após esse fato, o clima entre meus pais, eu e meu irmão, não estava dos melhores. Estávamos sofrendo demais, e cada dia que passava, mais nossa família se distanciava. Mesmo morando na mesma casa, nos vendo o dia todo, o máximo que saía da boca de cada um, era um simples ‘bom dia’ ou então ‘oi’. Mas eu e meu irmão, nunca nos afastamos por completo. Eu ia pra escola, de carro com ele. Quando algo milagroso acontecia, que dava vontade de sair às sextas e aos sábados, saíamos juntos.

Segunda-feira, meu 1º dia de aula no 3º ano. Meu irmão, mesmo sendo mais velho, ele estudava na mesma classe que eu. Ele era apenas 1 ano mais velho, e me esperou quando chegou no colégio. O clima entre minha família continuava pesado, mas não como antes. Já nos falávamos com mais freqüência. Desci as escadas, já vestida com o uniforme da escola e com a mochila pendurada em apenas um dos ombros.

- Bom dia querida. – meu pai disse lendo seu jornal enquanto tomava um gole de seu café.
- Bom dia pai. – eu sorri e me sentei ao seu lado, para tomar café-da-manhã.
- Mike já está descendo. – minha mãe disse acrescentando 2 xícaras de café na mesa. Uma na minha frente, e a outra, possivelmente seria de Mike.
- Tudo bem. – eu confirmei com a cabeça e tomei meu café.

Logo depois, Mike desceu as escadas, não muito contente por mais um ano letivo estar começando. Ri da sua animação por precisar acordar 6h00.
- Bom dia. – eu disse quando ele se sentou ao meu lado.
- Só se for pra você... – ele bufou se mostrando não muito feliz com a idéia de mais um ano letivo começar.
- Tanto faz... – eu revirei os olhos.
– Vamos logo, não podemos nos atrasar logo no primeiro dia de aula. – eu o apressei e tomei um último gole de café, antes de me levantar com a minha mochila nos ombros.

Mike demorou mais alguns longos minutos para finalmente acordar para a vida e levantar da mesa com sua mochila.
- Tchau pai, tchau mãe. – eu acenei de longe. Meu pai sorriu e minha mãe apenas disse tchau. Ela era a que mais sofria com a perda da pequena Alexia. Qualquer um conseguia enxergar em seus olhos. Também, ela recebe um lindo e delicado presente de Deus, e que um ano depois, quando já havia pego amor, o mesmo a tira. É como dar um doce a uma criança e em seguida, quando ela está se deliciando com o doce, o tirar. Era assim que minha mãe se sentia. Uma criança que teve seu doce tirado.

Seguimos de carro até a escola que eu já conhecia muito bem. Já tinha alguns alunos no jardim e alguns entrando. Comecei a procurar por Lizzie, minha melhor, e única verdadeira, amiga. Nos conhecemos desde que me mudei pra cá. De começo, ela era minha vizinha, mas logo se mudou para um bairro mais nobre. De longe a avistei me esperando no jardim, com mais alguns de meus amigos. Éramos uma turma. Mas só havia eu e Lizzie de garotas. Todos estudávamos na mesma sala. Nosso grupo se formava da seguinte maneira: Eu, Lizzie, Mike, Kevin, Nick e Joe. Um grupo grande de amigos, mas tenho certeza que nossa amizade era verdadeira.
- Estou te esperando faz minutos Demi! – Lizzie olhou pra mim bufando.
- Poxa, também estava com saudade de você Liz. – eu revirei os olhos e a abracei.
 - Meninos! Que saudade! – eu fui até eles e os abracei. Sorri para cada um deles, especialmente para Joe. Eu e ele tínhamos algo a mais que amizade. Eu sempre soube o que ele sentia ao meu respeito, e ele também sabia o que eu sentia por ele. Afinal, todos sabiam. Mas nós decidimos não arriscar os anos de amizade, por um sentimento mais alto, se é que você me entende.

Conversamos até bater o sinal e finalmente entramos pra sala. Primeira aula de Literatura. Como o previsto, foi um tédio. Eu não sou muito fã de Literatura sabe? Depois passaram mais 2 aulas e o intervalo finalmente chegou. Corri com meus materiais que eu já tinha usado para guardar no meu armário, e pegar os materiais das próximas aulas.
 - Me esperem no refeitório, já vou de encontro com vocês. – eu avisei e sai andando sem esperar resposta.

O intervalo era pequeno, então, se eu não corresse, não conseguiria comer tranquilamente. Guardei rapidamente meus materiais no meu armário e peguei os livros das próximas aulas. História, Matemática e Química. Ótimas matérias numa plena segunda-feira quando acabamos de voltar das férias.

 Estava voltando rapidamente pra minha mesa e trombei com Joe. Meus livros caíram e ajoelhei para pegá-los.
- Desculpa, não vi que era você Joe. – eu sorri desconcertada. Não é muito legal esbarrar com o garoto que você gosta, mesmo tendo uma amizade forte.
- Não, magina... – ele deu seu melhor sorriso, porque viu que eu tinha ficado sem graça com a situação. Eu estava tão distraída pegando meus livros caídos no chão com a ajuda de Joe, que não me lembrei de uma coisa MUITO importante no memento: esconder meus pulsos. Está se perguntando por que? Eu tinha marcas no meu pulso, que não eram muito agradáveis de sair mostrando para todos. Aliás, ninguém sabia que eu tinha aquelas marcas, apenas eu mesma. Naquele dia eu me esqueci de colocar qualquer bracelete ou pulseira para esconder meu lado obscuro. Nem eu mesma gostava de olhar, por isso, mesmo quando eu estava sozinha, meus pulsos estavam cobertos. Joe olhou pro meu pulso sem nenhuma intenção, mas percebeu as marcas. Olhou pra mim com os olhos mais doces que eu já havia visto. Mas eu pude perceber que seus olhos doces também tinham um pouco de decepção e tristeza. Abaixei meus olhos e rapidamente tirei meu pulso de visão.

- Demi... – ele disse tentando me chamar a atenção. Eu olhei pra ele. Meus olhos estavam cheios de lágrimas.
- Joe, por favor, me desculpe. Não conte pra ninguém e esquece o que você viu. – as lágrimas percorriam meu rosto livremente.
- Calma. Eu não vou contar pra ninguém se você não quiser. – ele olhou ainda mais profundamente em meus olhos.
- Eu não quero. – eu confirmei com a cabeça ainda chorando.
- Pode ficar tranqüila. Eu vou te ajudar nessa, Demi. Afinal, é pra isso que os amigos servem, não é mesmo? – ele sorriu docemente pra mim. Eu sorri fraco e confirmei com a cabeça.
- Joe, eu quero te pedir mais uma coisa. – eu disse com a voz falha. Ainda estávamos no meio do corredor, mas não tinha ninguém. Todos estavam no refeitório.
- Claro, pode pedir. – ele sorriu torto. Eu hesitei antes de dizer, mas finalmente consegui soltar o que eu precisava.
- Não se preocupe com isso. Eu sou grande o bastante para perceber que o que eu estou fazendo é errado. Não preciso de mais ninguém pra me alertar isso. Eu só quero que você esqueça que isso aconteceu, e não tente me ajudar. Você estará perdendo seu tempo. No meu caso, não tem mais nada o que fazer. – eu disse rapidamente. A cada palavra que eu dizia, eu sentia uma pontada no meu peito. Eu sabia que eu precisava de ajuda, ainda mais a ajuda dele, mas eu sabia que ele perderia seu tempo. Uma pessoa na minha situação, não tem noção mais do que faz. Faz tudo sem pensar nas conseqüências de seus atos.

 - Demi, você sabe que eu me preocupo muito com você e só quero o seu bem, não sabe? Então, é claro que eu vou querer te ajudar da melhor forma possível. Eu nunca te mandaria para uma clínica de reabilitação, porque eu sei que você não quer isso, mas eu quero estar do seu lado quando você tiver em mente de fazer isso novamente. Eu quero impedir de fazer isso de novo. Eu sei que não vai ser de imediato que você vai parar, eu entendo, é difícil. Mas eu vou te ajudar até seu último momento de tristeza. O que eu mais quero é te ver feliz. – ele disse da forma mais compreensível que podia. Eu apenas o observava e o escutava atentamente. Ele tinha absoluta razão em tudo que dizia. Talvez a ajuda dele não fosse tão ruim assim. Pelo contrário, melhor a ajuda dele, do que de psicólogos e médicos de uma clínica de reabilitação. Resolvi aceitar sua ajuda.
- Tudo bem, Joe. Eu aceito sua ajuda. Mas, por favor, que fique somente entre a gente. – eu olhei pra ele convicta. Ele deu um sorriso que eu não pude compreender que mensagem passava.
- Um abraço? – ele fez uma careta engraçada e eu ri por um segundo.
- Claro! – eu sorri após parar de rir. Nos abraçamos fortemente. O abraço dele era diferente de todos os abraços. Era o melhor abraço. O abraço que mais me passava segurança e alívio. Alívio de estar nos braços dele, além disso, de finalmente estar compartilhando algo que eu achei que nunca compartilharia com alguém.
- Nós vamos enfrentar isso juntos, tudo bem? – ele disse em meio ao abraço. Mesmo não podendo me ver, eu sorri. Sorri como nunca havia sorrido antes. Pois eu sabia que Joe guardaria meu segredo. Eu estava sendo verdadeira com ele, pela primeira vez na minha vida, o que me deixou mais confortável, na sua presença.



 {...} 



 Meses se passaram. Eu e Joe estávamos ficando mais juntos que nunca. Ele estava me ajudando no pior período da minha vida. Lógico que eu tive algumas recaídas, mas ele entendeu todas as vezes que eu me cortei. Afinal, auto-mutilação é um vício. Assim como as drogas e o álcool, você não consegue sair, sem antes ter algumas recaídas. Eu estava cada vez melhor. Sorria verdadeiramente mais vezes por dia. Estava me sentindo melhor, com meus amigos e familiares. Eu estava compartilhando meu sofrimento com alguém que estava me ajudando como ninguém nunca me ajudou antes.

Um dia na escola, estávamos no intervalo conversando normalmente. Joe fez sinal para conversarmos a sós e eu entendi.
- Com licença, já voltamos. – eu sorri e me levantei. Ninguém estranhou. Estávamos fazendo isso à meses e eles já haviam se acostumado. Andamos em silêncio – um silêncio perturbador – até o jardim da escola. Chegando lá, sentamos em um banco, localizado em meio as árvores. Joe começou.
- Está bem? – ele perguntou. Ele fazia isso todos os dias. Estava preocupado comigo, o que eu estava achando a coisa mais linda que ele já fez por mim.
- Estou cada dia melhor, Joe. Obrigada. – eu fui completamente sincera. O sorriso no rosto de Joe alargou, me fazendo sorrir junto.
- É bom escutar isso, e saber que a pessoa que me faz sorrir, está sorrindo por minha causa. – ele disse totalmente satisfeito. Seus olhos brilhavam mais que diamantes.
- Eu não tenho a mínima idéia de como te agradecer Joe... Você está sendo essencial na minha recuperação. – eu disse olhando em seus lindos olhos castanhos que me encaravam docemente.
- Não precisa me agradecer. Eu só quero te ver bem, você sabe. – ele disse e corou.
- Joe, eu sei. – eu ri baixo. Ele me encarava sério, mas sua expressão doce não saiu de seu rosto.

Ficamos nos encarando em silêncio. Eu sabia exatamente o que ia acontecer depois disso. Eu queria que acontecesse, mas não fiz nenhum movimento, esperando pra ver se ele queria tanto quanto eu.

Segundos depois, os olhos dele, que antes me encaravam nos olhos, caiu para os meus lábios. Meu coração acelerou ainda mais do que antes. Um sorriso involuntário surgiu no meu rosto e automaticamente no rosto de Joe também. Ele não esperou mais e selou nossos lábios. Um longo selinho. Desgrudou nossos lábios e voltou sua atenção nos meus olhos. Eu corei.
- Você sabe que eu preciso mais de você do que preciso de ar né? – ele disse sorrindo abobalhado. Eu ri baixo.
- Não exagera, por favor. – eu continuei rindo. Ele me olhou incrédulo.
- Não estou exagerando Demi. Ta, um pouco. – ele riu e eu o acompanhei. Demos mais um longo selinho.

Bateu o sinal pra entrar para as salas.
- Precisamos entrar, Joe. – eu disse e ele fez careta.
- Já vamos, só mais um. – ele piscou um dos olhos e veio em minha direção. Eu ri e dei outro selinho nele.

Era incrível como o Joe conseguia me deixar bem. A partir daí, começamos a ficar. Depois ele me pediu em namoro. O meu lado obscuro? Não tenho mais esse lado. Tive algumas recaídas sim, mas Joe me ajudou como nunca. Eu nunca mais vou me esquecer o quanto esse garoto me fez bem.




              FIM!






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                                Punk‘d

- E como você vai contar isso pra ele? - Liam perguntou sorrindo.
- Eu não sei. Ele é meu melhor amigo e irmão do Nick, eu sinceramente não tenho ideia disso. - Miley disse fechando os olhos pesadamente. Sabia que Joe não gostaria da notícia. Joe era seu melhor amigo e pra ele, Miley e Nick ainda estavam namorando. Ninguém contou nada para ele sobre o término. Tudo aconteceu muito rápido. Talvez nem tanto.
- Você sabe que eu não posso fazer isso. Todos combinaram isso com você. Você tem que contar pra ele. - Liam disse.
- Não ta ajudando, Liam. - Miley revirou os olhos e saiu de seu camarim. 
Faria um show em instantes. Os Jonas Brothers iriam fazer uma participação especial. O que ajudaria Miley a contar a notícia para Joe. Não teria coragem de falar para Nick. Não agora. Não ainda.
Terminou sua preparação. Miley e sua equipe fizeram uma oração pedindo um bom show. Hora de subir no palco e contar essa notícia para seus fãs. Mas, não exatamente.
O show estava indo bem. Os Jonas Brothers estavam atrás do palco esperando sua hora. Um pouco antes de Miley chamá-los, decidiu conversar com seus fãs.
- Bom, eu espero que estejam se divertindo. - Miley disse animadamente e seus fãs gritaram em histeria.
- Acho que isso foi um sim... - A mesma continuou, rindo. - Eu gostaria de 5 minutinhos antes de chamar meus convidados. - Miley sorriu. Estava se preparando para dizer essa notícia para seus fãs. Não seria nada fácil. Então, começou.
- Eu estava pensando, enquanto eu me arrumava, na melhor maneira de dizer isso pra vocês. Mas eu apenas quero agradecer a Deus por me dar esse presente, uma nova família é tudo que uma garota quer. Eu não sei o que deve estar passando na cabeça de vocês nesse momento, o que vocês acham que eu quero falar, mas eu vou dar uma dica. Uma paravra: nove. - Dito isso, a mesma sorriu sabendo que havia feito uma confusão na cabeça de todos. 
Esperou alguns minutos observando a reação de seus fãs. Alguns estavam com a expressão que ela já havia imaginado: confusão. Mas, outros estavam surpresos. E tinha até aguns que estavam inconformados com a alternativa que veio em sua cabeça. 
E finalmente, Miley chamou seus convidados.
- Vamos continuar. Agora eu quero chamar três lindos garotos que eu tenho certeza que vocês amam. Com vocês, Jonas Brothers! - Miley disse, fazendo com que seus fãs gritassem ainda mais. 
Os Jonas Brothers subiram ao palco. Estavam sorrindo. Adoravam ter esse contato com os fãs. Adoravam ainda mais a reação dos fãs de Miley apenas por escutarem o nome da banda. Pra eles, era surreal o jeito que as adolescentes que nem eram fãs deles, os tratavam.
Cantaram Before the Storm. Os fãs adoravam quando eles performavam essa música. Principalmente quando era a última. A emoção era maior.
Miley se despediu de seus fãs. Saiu do palco. Os Jonas Brothers fizeram o mesmo. Foram para os bastidores e comemoraram o ótimo show que tiveram. Quando Miley e Joe se abraçaram Miley olhou pro Joe e percebeu o sorriso de quem sabia alguma coisa a mais.
- O que foi? - Miley perguntou rindo da cara de Joe.
- Pode me contar. - Joe sorriu transferindo confiança pra Miley contar.
- Contar o que? - Miley fingiu desentendida.
- Qual é Miley, que papo foi aquele de “presente de Deus“; “palavra nove“. - Joe fingiu a voz de Miley, a fazendo rir.
- Não foi nada, Joe. - Miley disse parando de rir.
- Quando foi que você começou a esconder coisas de mim? - Joe perguntou já sério.
- Eu nunca te escondi nada. - Miley negou com a cabeça.
- Sério? Então que presente de Deus você ganhou? - Joe perguntou dando ênfase na frase dita por ela.
- Eu não queria te contar agora. Eu queria te contar quando fosse a hora certa. - Miley começou.
- Agora é a hora certa. Só não me diga que você está grávida. - Joe arregalou os olhos quando pensou nessa possibilidade
- Não! Tá louco? - Miley riu da cara dele.
- Se não é isso, o que tem a ver com a palavra nove? - Joe estava confuso.
- Bom... Eu...vou me casar com o Liam. - Miley hesitou em falar no começo mas logo disse tudo. 
Com essa frase, Joe paralisou. O negócio era sério. Miley tinha apenas 18 anos, tinha que aproveitar a adolescência.
- Como assim, casar com o Liam? Miley, você ta louca. Peça pra mim te internar em uma clínica, porque eu prefiro isso do que um casamento. - Joe riu nervoso. Sua amiga não podia estar falando sério.
- É sério Joe. Eu amo ele. - Miley disse surpresa com a reação de Joe.
- Isso não pode ser verdade. Até ontem eu ainda pensava que você e o Nick estavam namorando. - Joe negou com a cabeça rindo sarcasticamente. Aquilo era insano.
- Isso é verdade. - Miley disse.
- E o que o nove tem a ver com tudo isso? - Joe perguntou.
- Bom, nós vamos nos casar daqui nove dias. - Miley disse já imaginando a reação de seu amigo.
- Dias? Não podia ser meses? - Joe disse ainda tentando concordar com a ideia.
- Não, nós já preparamos quase tudo. Já faz um bom tempo que eu e ele estamos preparando isso. - Miley disse.
- Você sabe que eu não concordo com isso. - Joe afirmou.
- Já era de se esperar. - Miley disse chateada. Ela sabia que Joe era muito cabeça dura pra concordar com essa ideia.
- E o Nick? Já está sabendo disso tudo? - Joe perguntou chateado pelo irmão que gostava mesmo de Miley.
- Não. Ele não tem nada a ver com essa história. Ele não precisa ficar sabendo tão cedo. - Miley disse fingindo não estar incomodada por ter que contar pro Nick.
- Como assim? Vocês namoraram por um bom tempo. Eu até achei que vocês fossem se casar. - Joe disse rindo de sua própria idiotisse.
- Eu sei, mas agora eu segui um caminho e ele seguiu outro. - Miley disse chateada por isso.
- Tudo bem. Mas saiba que eu não concordo com isso e não estou nada bem com você e sua ideia ridícula. Tchau. - Joe disse e se retirou.
Miley já sabia que seu amigo ficaria chateado com a ideia de não poder ser o seu cunhado, mas não imaginava que seria assim. Quando Joe a olhava daquela forma, ela.sabia que nem se fizesse de tudo pra concertar a burrada que fez, ele não iria ceder. Não tão cedo. E ela odiava ficar assim com seu melhor amigo. A pessoa que ela mais confiava e via todos os dias. Mas ela sabia que no fim tudo isso valeria a pena.
Nove dias se passaram. Nove dias se passou desde que Miley contou para Joe que iria se casar com Liam. Nove dias se passaram e Joe ainda não tinha conversado com ela. É, dessa vez Miley sabia que Joe tinha ficado realmente chateado com ela. Mas ela sabia que pra ele essa ideia era ridícula. Joe sempre odiou Liam. Desde que Miley e Liam se aproximaram depois do filme The Last Song. Para ele, Liam tinha se aproximado demais de Miley, isso era péssimo pro relacionamento entre ela e Nick. Tanto, que os dois não estão mais juntos. Joe o odiava e sabia que ele não era a pessoa certa pra Miley.
Miley estava se arrumando. Faltavam poucas horas para o casamento. Estava ansiosa para tudo. Enquanto estava arrumando o cabelo, alguém entrou na sala.
- Joe? - Miley se assustou quando viu seu melhor amigo passar pela porta. O mesmo sorriu fraco. Miley se levantou de sua cadeira e o abraçou fortemente.
- Eu senti sua falta. - Miley disse ainda abraçada a ele.
- Eu também senti falta de encher o seu saco. Joe sorriu mas Miley o conhecia bem. Ele não estava sorrindo de verdade.
- Você vai...é...você... - Miley estava com dificuldade de perguntar aquilo.
- Se eu vou no seu casamento? - Joe arqueou uma sobrancelha.
- Isso. - Miley agradeceu mentalmente por Joe ter entendido.
- Eu não perderia por nada. - Joe sorriu verdadeiramente dessa vez. Miley riu baixo e o abraçou.
- Obrigada. - Miley disse baixo para que só Joe escutasse.
- Tudo pela minha melhor amiga. - Joe sorriu mesmo sabendo que Miley não podia vê-lo.
- Bom, eu preciso terminar de me arrumar agora. - Miley se desfez do abraço e voltou a se sentar na cadeira.
- Ok, eu vou esperar junto com o Kevin e o Nick lá fora. - Joe disse já saindo.
- Eles vieram? - Miley perguntou surpresa.
- Sim, eles vieram. - Joe sorriu. - Tchau.
Joe saiu. Miley ficou na sala com sua estilista terminando de se arrumar. A vontade de rir era muita mas ela sabia que não era hora pra isso. Não ainda.
Ficou pronta. Estava linda. Seu vestido de noiva era tão perfeito e caro. Sabia que era muito pra ocasião, mas mesmo assim escolheu aquele. Antes de finalmente sair em direção ao local reservado pro ocorrido, se olhou no espelho. Um sorriso espontâneo surgiu em seu rosto. Teve uma ideia. Não podia entrar na igreja sem antes falar com Joe uma última vez.
Entrou no carro. Era enorme e elegante. Estava uma verdadeira princesa. Nunca se vestiu assim. Mas essa era uma ocasião especial. Exigia isso. Seguiu em direção à igreja que ficava dentro de um palácio. Tudo fora reservado para esse dia.
Pediu para sua mãe chamar Joe. Ela teria que falar tudo o que estava escondido dele antes do casamento. Não iria se perdoar se deixasse uma parte tão importante quanto aquela fora de tudo. 
Joe apareceu com uma expressão confusa, mas sorriu quando viu Miley tão linda. Nunca tinha visto sua melhor amiga tão linda como naquele dia. Liam era um cara de sorte. Ou não.
Joe entrou no carro. Se sentou ao lado de Miley.
- Uau! Você está...perfeita! - Joe sorriu olhando dentro dos enormes globos azuis de Miley.
- Obrigada. - Miley sorriu agradecida.
- Bom, me chamou aqui pra que? - Joe perguntou sério. Ele sabia que o assunto era sério. Sua amiga não o chamaria para fora da igreja antes de seu casamento se o assunto não fosse realmente sério.
- Eu preciso te contar uma coisa. Na verdade, 2. - Miley sorriu sem jeito.
- Pode contar. - Joe sorriu passando confiança para Miley.
- 1 dessas coisas é que depois do casamento, eu e Liam vamos nos mudar pra Miami. - Miley disse sorrindo. Ela tinha adorado essa ideia.
- Sério? Mas só pra passar a lua de mel, certo? - Joe disse sorrindo fraco, considerando sua alternativa. Miley não podia morar pra sempre em Miami, ficar longe dos seus fãs, do contato com seus familiares e amigos. Ela não podia fazer isso. Não tão nova quanto ela era.
- Não teria porque eu brincar com uma coisa dessas. - Miley disse séria.
- Mas enfim...qual a outra coisa? - Joe disse olhando feio pra Miley. Não tinha como a próxima notícia ser pior que a última.
- Durante esses nove dias que nós não nos falamos...eu...hm... - Miley tentava achar a melhor maneira de falar isso.
- FALA! - Joe gritou impaciente.
- Eu estou grávida. - Miley disse vendo o desespero na feição de Joe.
- O que? Você ta falando sério? - Joe perguntou sem nenhuma emoção na voz. Apenas...desespero.
- Estou. Me desculpe. - Miley olhou pra baixo pra evitar qualquer sentimento que comprometa a história.
- Tudo bem. Eu vou entrar e quando acabar essa desgraça que você chama de casamento eu vou embora. - Joe disse com a voz seca. Miley até se assustou com a reação de Joe. 
Depois que Joe entrou na igreja, Miley desceu do carro. Estava pronta pra fazer tudo acontecer. A porta do carro já estava aberta, desde quando ela chegou no local e sua mãe foi chamar Joe. Seu pai apareceu na porta a oferecendo a mão. Miley segurou sua mão e sorriu.
- Pronta? - Seu pai perguntou sorrindo.
- Como nunca. - Miley riu baixo. 
Os dois escutaram a música começar a tocar. Miley sorriu confiante e pisou na igreja. Olhou no altar e Liam estava a olhando. Olhou para as pessoas em pé a olhando e lá estavam Demi, Selena, Mandy, Kevin, Nick e Joe. Todos sorriam menos Joe. Nick tentava não sorrir mas era impossível. Miley estava linda.
Começaram a entrar na igreja. Caminhavam lentamente até o altar enquanto olhavam as pessoas ao seu lado. Tudo estava ocorrendo muito bem, como o previsto. 
Finalmente chegaram no altar. Billy entregou a mão de sua filha para Liam, e beijou a testa da mesma. Liam e Miley se entreolharam e riram baixo. Aquilo era ridículo para os dois. 
O Padre começou a cerimônia. Como em um casamento tradicional, rezaram algumas vezes e cantaram algumas vezes. Chegou a tão esperada hora.
- Liam, aceita Miley como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la todos os dias da sua vida? - O Padre fez a tão famosa pergunta. Miley olhou para Liam e riu. Olhou para Joe e seu sorriso desapareceu. A expressão de Joe era tão dura. Ela nunca pensou que seria assim. Mas Joe era muito cabeça dura.
- Aceito. - Liam disse rindo baixo. Miley fez o mesmo olhando para ele.
- Miley, aceita Liam como seu legítimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo todos os dias da sua vida? - O Padre repetiu a pergunta, agora se referindo à Miley.
Joe observava tudo com raiva. Sua amiga estava fazendo a pior escolha de sua vida. Ela era muito jovem para assumir uma coisa tão séria. E também tinha o caso da criança que ela estava esperando. Como ela poderia ser tão irresponsável pra engravidar tão jovem? Pra ele, aquilo tudo era ridículo, e ele queria sair dalí o mais rápido possível. E se ele estava se sentindo assim, como o Nick, que amava Miley, estava se sentindo? 
Miley ia responder. Joe saiu de seus pensamentos e colocou toda a sua atenção em Miley. Ele estava torcendo pra que ela dissesse não. Mas ele sabia que isso não iria acontecer.
- Na verdade... - Miley começou e Joe a olhou com mais atenção. Se ela fosse aceitar, ela diria logo aceito e acabava tudo. Mas não, ela não disse logo de uma vez que aceita.
- Eu gostaria de falar algo. Tem uma pessoa muito importante aqui nesse lugar que eu amo muito. Ele é meu melhor amigo, e eu adoro irritá-lo. - Miley disse e olhou pra Joe. Ele sorriu apenas por ouvi-la falar daquele jeito sobre ele.
- O que ela está fazendo? - Joe perguntou pra Demi que estava do seu lado. Demi era sua namorada.
- Presta atenção. - Demi sorriu.
- Joe, eu queria falar que... VOCÊ FOI PEGO! - Miley disse rindo e Joe paralisou.
Não. Ele não seria tão idiota a ponto de cair em uma brincadeirinha assim. Ele assistia esse programa quando estava livre. Sabia todas as táticas pra fazer as pegadinhas acontecerem. Punk‘d era seu programa preferido. Ele não podia estar sendo pego.
Miley ainda ria. Liam ria igual um babaca. Nick correu até Miley e a beijou. Ele também estava rindo. Tudo não tinha passado de uma brincadeira do programa Punk‘d. Todos sabiam menos Joe.
- Você não fez isso. - Joe negou com a cabeça rindo.
- Ah eu fiz. - Miley ainda ria abraçada a Nick.
- Quer dizer que você ainda namora Nick e não está grávida? - Joe perguntou inconformado por ser tão idiota.
- Exatamente. - Nick disse rindo da cara do irmão.
- Mas e aquele dia no show, você disse tudo aquilo. Mas e os fãs? - Joe perguntou ainda surpreso.
- Foi tudo combinado. Antes dos seguranças permitirem a entrada de qualquer um no estádio, os organizadores do Punk‘d explicaram pra eles o que iria acontecer. Foi fácil. - Miley deu os ombros ainda rindo da cara de Joe.
- Eu não acredito que eu cai na sua brincadeirinha sem graça. - Joe cerrou os olhos na direção de Miley e riu.
- Mas caiu meu amor... - Miley correu até Joe e o abraçou. 
As câmeras do Punk‘d filmaram tudo. Agora estava na hora da famosa frase dita pelo artista pego.
I‘m Joe Jonas and I just got Punk‘d. 


FIM!


NOTA DA AUTORA:
Olá!
Bom, essa shortfic (Punk'd) saiu de um sonho meu, não exatamente com essas pessoas, mas eu achei interessante pra colocar como uma shortfic. Espero que gostem. Comentem :)

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