Joe‘s thinkin‘
Demi entrou em meu carro comigo. Não posso dizer que não gostei disso, porque estaria mentindo. Qualquer oportunidade de irritá-la, pra mim é um prêmio. E estando tão perto dela, seria bem mais fácil. Só eu sei o quanto ela fica irritada só por sentir meu olhar sobre ela, por sentir meu perfume. E só nós dois sabemos o motivo. Pra mim, não passou de uma atração momentânea. É lógico que eu não transaria com a irmã do meu melhor amigo. Seria mancada demais. Até porque eu a odeio. Mas não posso negar que ela é muito gostosa. Isso até Dylan diz.
Já fazia algum tempo em que eu tinha arrancado com o carro, distanciando da pizzaria. Precisava de qualquer contato com ela. Sabia que ela cederia.
- Esse silêncio não te incomoda? - eu perguntei prestando atenção no trânsito. Como o previsto ela não me deu atenção.
- Você não vai mesmo falar comigo? - perguntei arqueando uma sobrancelha quando paramos em um semáforo.
Demi me olhou com um risinho debochado. Bufou e voltou a olhar pra janela.
- Você já deveria saber que seria assim. Eu te avisei. - Demi disse baixo porém entre dentes.
- Olha, a princesa da razão sabe falar. - revirei os olhos.
- Você poderia esquecer da minha existência pelo menos por 10 minutos. - ela bufou irritada.
Apertei o volante com mais força. Ela mal sabia o quanto aquela frase causava impacto em mim.
- Como se eu não me esforçasse. - falei pra mim mesmo sem emitir quase nenhum som. Em vão.
- O que você disse? - ela olhou pra mim.
- Nada. - neguei com a cabeça me recompondo aos poucos.
Mais um pouco de silêncio. Um silêncio cortante. Um incômodo enorme pra mim. Sabia que precisava tomar qualquer atitude ali.
- As vezes eu me pego pensando em como adorei quando você traiu Caio. - soltei uma indireta com um esboço de sorriso em meus lábios.
- Se você está tentando chegar a algum lugar com isso pode esquecer. - ela disse revirando os olhos. - E eu adoraria que você aumentasse a velocidade.
Sorri já pensando no que fazer. Diminui ainda mais a velocidade. Aquilo a irritaria profundamente.
- Joseph, suas táticas de me irritar são tão infantis. - Demi soltou um riso desdenhoso porém senti irritação em sua voz. Como o previsto. Palmas para mim.
- Funcionam. - dei os ombros.
Demi me fuzilou. Prendi a risada. Nunca me cansaria de irritá-la.
- Não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei entrar nesse carro com você. - Demi disse sem me encarar.
- No dia em que transamos, talvez. - você deve estar pensando que eu era masoquista. Sim, porque dizer algo assim pra Demi era querer morrer.
- Com certeza não. - ela disse fingindo desprezo.
Eu ri e encostei o carro em frente nossa casa. Ela desceu e eu a segui. Entramos na casa e ela já ia subindo pro seu quarto. Andei um pouco mais rápido, a alcançando na escada e a prendendo na parede. Nossos corpos estavam colados e eu podia sentir sua respiração rápida e falha em meu rosto.
- Encare os fatos. Você não consegue parar de pensar naquela noite. Não consegue ficar sem me olhar. Não consegue ficar longe de mim. Não consegue esquecer o beijo de hoje. Acredite, eu sei como é. - eu disse sem saber onde fixar meu olhar, em sua boca ainda rosada pelo batom ou em seus olhos assustados pela nossa proximidade.
- Me... me solta. - sua voz era fraca. Fechou os olhos pesadamente pra evitar olhar pro meu rosto tão perto do seu.
- Fale a verdade. Você não quer que eu te solte. Você quer isso tanto quanto eu. E eu acho que você ainda não me agradeceu pela carona. - sorri espertamente encarando seus lábios.
Demi estava paralisada. Não soube realmente traduzir sua reação. Não soube dizer se era de espanto, surpresa ou o efeito de ter meu corpo tão perto do seu novamente.
- Vai Demi, diz. Eu sei que você quer isso. É só dizer que você quer. - eu disse bem perto de ser ouvido e ao fim da frase olhando em seus lábios demonstrando meu desejo. Ela sorriu de canto maliciosa. Sim, meu controle sobre ela era impressionante.
- Eu quero Joe. Eu quero te beijar. Eu quero isso mais que tudo. - ela disse desesperada. E se você me conhece, eu nem fiquei louco com seu hálito quente batendo em minha pele enquanto ela beijava meu pescoço. Espera. Eu deveria quitar algumas dividas dela comigo. Essa seria uma ótima oportunidade.
Esperei mais um tempo, encarando seus lábios rosados e entre-abertos enquanto ela encarava meus lábios. Isso quando ela não me beijou no pescoço e dava pequenas mordidas no lobulo de minha orelha.
- Você quer isso certo? - perguntei com a voz rouca. Ela assentiu respirando fundo. Eu sorri maroto. - Por isso você vai ficar querendo. - dei uma última encarada pros seus lábios. Eu também queria aquilo mas ela precisava ver que eu tenho meu valor. Isso foi gay, eu sei.
Eu me afastei dela e fiquei observando a sua reação com um sorrisinho vitorioso. Ela, de começo, ficou paralisada. Sem reação, com o queixo caído. Pois é, ela não imaginaria que eu teria tanto auto-controle pra negar uma coisa assim pra uma garota. Ainda mais uma garota tão gostosa quanto ela. Ela sabia que era gostosa, mas não ficava se exibindo como essas vadiazinhas por aí. Era isso que eu admirava nela. Fui gay de novo, eu sei.
Sua expressão mudou. De inexpressiva, se tornou assassina. Acho que é agora que eu saio correndo. Seu olhar estava me queimando como lazer.
- Você não fez isso. - ela disse cerrando os olhos em minha direção. - Fiz. - dei os ombros em sinal de indiferença.
- Sabe... - ela começou a andar lentamente na minha direção. Já entendi o que ela quis fazer com isso. Jogar o feitiço contra o feiticeiro. É Demetria, se você não fosse tão egoísta de não querer compartilhar seu corpo comigo, eu até cairia na sua laia pra te fazer feliz. Ok. Pra me fazer feliz também. Mas o que deu em mim hoje?
Ela se aproximou ainda mais de mim, consequentemente, me encostando na parede atrás de mim. Minha respiração (por mais que eu insistisse passar a impressão de forte) era falha. Quando se trata de Demetria Lovato, tudo muda. Gay de novo? Foda-se tudo. Estou prestes a beijar Demi.
Ela não sabia se deixava seu olhar nos meus lábios ou em meus olhos. Finalmente, se aproximou de meu pescoço e me puxou pelo cós de minha calça. Soltei o ar pesadamente sentindo suas garras se aproximarem de minha intimidade por dentro de minha calça.
- A vida me ensina coisas que nunca irei esquecer. - ela inspirou meu perfume. Soltou um hálito quente em meu pescoço.
- E uma delas, é que nunca posso ficar inconsciente perto de Joseph Jonas. - ela deu um sorriso sujo e eu ri baixo gostando daquela lembrança.
- E a outra... - ela deu um selinho em meu pescoço e logo em seguida um chupão. Ela era fissurada por pescoço masculino, ou era só impressão minha?
- Nunca deixe um homem pisar em você. Retribua. - ela mordeu o lobulo de minha orelha.
Eu já não sabia onde eu estava. Joseph, você precisa se controlar mais quando o assunto é Demetria Lovato.
- Não brinque comigo, garota. Você não sabe o que eu sou capaz de fazer. - eu disse fechando os olhos pesadamente enquanto ela passou sua mão levemente por cima de meu membro, que nesse ponto, já estava com um nível alto de excitação.
- Me mostre, Joseph. Me mostre o que você é capaz de fazer. - ela disse sugando meu lábio inferior e mordendo o mesmo antes de soltá-lo.
Simplesmente perdi a cabeça. Me chame de fraco, eu deixo. A empurrei trocando de posição com ela, a encostando onde eu estava antes. Grudei nossos lábios com voracidade. Estava pouco me fodendo se estava a machucando. Quando nossas línguas entraram em contato, um choque término percorreu meu corpo. Minhas mãos alcançaram seu quadril. Passei meus braços por sua cintura a apertando. Ela soltou um gemido baixo, o que só me deixou com mais vontade de tê-la.
Depois de algum tempo daquele jeito, minhas mãos alcançaram sua bunda. Dei uma leve apertada no lugar. Ela se apoiou em meus ombros e eu entendi. A ajudei com um empurrão pra cima. Passou suas pernas em torno de minha cintura. Desse jeito, fomos subindo as escadas. Eu beijava seu pescoço e busto languidamente. Chegamos no corredor.
Tínhamos que escolher qual dos quartos entrariamos. Mas estavamos ocupados demais pra pensar no momento.
- Meu ou seu? - ela perguntou com a cabeça pra trás enquanto eu ainda beijava seu busto.
- No meu. - eu disse e ela afastou minha cabeça sem entender. - Camisinha. - eu disse e ela assentiu.
Entramos no meu quarto e eu, encostado na porta, a tranquei. Cambaleamos até minha cama onde ela caiu deitada. Me joguei sobre ela. Voltamos a nos beijar, como se fosse anos que não faziamos aquilo.
- Joe... - Demi gemeu, enquanto enfiava suas unhas em meus ombros já nus. Não me pergunte quando eu tirei minha camiseta.
- Fale. - respondi desgrudando minha boca de seu pescoço apenas pra dizer.
- Me... desculpe... por... erm...
isso. - ela disse pausadamente.
- Isso o que? - perguntei a encarando confuso. Ainda estava sobre ela.
- Nada. Continue. - ela negou com a cabeça. Eu dei os ombros.
Eu tenho problemas. Sérios problemas. Meu problema tem nome e sobrenome. Demetria Lovato. Mas acho que meu problema pode ser chamado de vício. Cai melhor na frase, não concorda?
NOTA DA AUTORA:
Oie!
Bom, Primeiramente, quero agradecer minha prima Luana, por le ajudar a escrever esse capítulo. Sigam ela no twitter @hesjoe
E agora, desculpem pelo nível de perversão. Mas na sinopse já diz que teria. Não sou responsável por isso.
Gostaram do capítulo? Comentem!
- @ohjonato
BRENDA SUA PERVERTIDA !!!! HAHAHAHAH TAVA MT DIVO O CAP !!! POSTA LOGO.!!! te amoooooo <3 beijus da juh ;)
ResponderExcluirPERVERTIDA NAO SJHNKJGVNE,WRFG obg meu anjo, te amo ;)
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