sábado, 12 de janeiro de 2013
Hot ‘N Cold - Capítulo 8
Demi saiu da sala e se trancou em seu quarto. A ideia de passar um dia inteiro com Joe não era das melhores. Mentir pra sua melhor amiga também não era. Mas ela o fez por sua própria segurança. Ficar perto de Joe nunca foi seguro. Agora menos ainda. Deitou em sua cama e tentou dormir mais um pouco. O que não aconteceu, pois teve uma inesperada ótima noite de sono. Bufou irritada e se sentou. O que ela faria o dia todo?
Joe, não muito longe dali, pensava exatamente como ela. Mas a diferença é que seus pensamentos estavam no plural. O que fariam o dia todo? Estava ansioso pra saber a reação de Demi ao ver que ele não foi na sorveteria com os demais. Caminhou lenta e calmamente até a porta do quarto de Demi. Bateu na porta. Sem resposta.
Demi‘s thinking
Imersa em pensamentos, decidi tomar um banho e pensar no que ficar fazendo o dia todo. Confesso que a ideia de seguir pra sorveteria que meus amigos tinham ido passou várias vezes pela minha cabeça. Mas seria uma recuperação muito rápida da minha suposta dor de cabeça forte.
Abri o chuveiro e entrei embaixo daquele jato de água fria. Fiquei alguns minutos pensando. Acho que penso demais. E isso nunca é bom. Enquanto pensava, escutei um barulho. Algo como uma porta se abrindo. Ignorei, pois devia ser algum dos meus amigos que esqueceu algo. Continuei embaixo do meu chuveiro apenas curtindo a liberdade de expor meu corpo àquela água fria.
Quando minha consciência biológica entrou em cena, me dei conta que havia desperdiçado água demais. Já estava embaixo do chuveiro há mais ou menos 40 minutos. O desliguei e sai do pequeno espaço do box. Me enrolei em uma toalha e coloquei outra em minha cabeça. Abri a porta do banheiro. Me arrependi de tê-lo feito.
Tinha uma pessoa em minha cama. Um entruso. Um penetra. Um filho da puta. Mais especificamente, Joe. Ele estava deitado despreocupadamente em minha cama com os braços cruzados embaixo da cabeça fitando o teto. Isso explica o barulho de porta sendo aberta. Nota mental: nunca me esquecer de trancar a porta do meu quarto.
Quando finalmente percebeu minha presença, olhou pra mim. Quando nossos olhares se encontraram, soltei um grito assustado e bem agudo. Joe fez careta pela altura de meu grito e se sentou. Fitou minhas pernas descobertas com um sorriso malicioso.
- Bela recepção, Lovato. - Joe olhou novamente pra mim rindo baixo.
- O que... o que... - tentei falar algo, mas minha garganta estava seca. Tentei puxar minha toalha mais pra baixo mas foi um ato desnecessário.
Joe riu de meu desespero por tentar tampar mais um pedaço de minhas pernas. Xinguei de todos os possíveis nomes por minha toalha ser tão pequena e desisti de puxá-la.
- Não sei pra que essa vergonha por eu estar vendo suas pernas. - ele se aproximou lentamente. - Afinal, já vi e senti antes. - ele sorriu de canto. Comecei a andar pra trás.
- O que você pensa que está fazendo aqui? - encontrei força pra soltar essa frase, mas não força o suficiente. Saiu falha e fraca.
- Vim te fazer uma visitinha. - ele se aproximou ainda mais, soltando uma outra risada insuportável.
Minha vontade era de estapeá-lo com toda a minha força. Mas eu não tinha força nem pra me mover direito.
- Saia! - exclamei com um pouco mais de força na voz. Não foi o suficiente.
- Calma. Ainda não terminei minha visita. Não vai me convidar pra sentar? Ah, esquece, já fiz isso sem seu convite. - ele sorriu esperto.
- Joseph Jonas, saia já do meu quarto. - fechei meus olhos tentando o mínimo contato possível com ele. Em vão, já que ao dizer essa frase, ele me puxou, colando nossos corpos.
- Sabe o que eu acho? - ele perguntou de forma reteorica. - Que é um desperdício ter um corpo como o seu e ficar o tampando com esse pedaço de pano insignificante. - Joe disse passando a mão pela berada de cima da toalha, conseqüentemente, tocando em meu busto.
Tentei me afastar dele. Ao fazê-lo, me arrependi. Suas mãos que estava segurando a berada de cima da toalha, puxaram a mesma, assim que eu forcei meu corpo pra trás. Ao perceber que eu estava nua em sua frente, sorriu maliciosamente.
Dei mais um grito. Agora mais alto e mais agudo. Joe fez outra careta mas logo abriu seus olhos. Eu tentava de todos os jeitos me tampar. Até que lembrei que tinha outra toalha na cabeça. Era pequena mas qualquer coisa estava valendo naquele momento.
- Nem pense nisso. - Joe correu até mim e tirou minha toalha de minhas mãos. Se afastou novamente. - Você fica tão linda, do jeito que veio ao mundo. - seu sorriso mudou. De malicioso, foi ao encantado. Seus olhos queimavam sobre mim. Ele queria jogar? Pois vamos jogar.
Depois de ver que não tinha mais chances, sorri espertamente.
- Isso é injusto. - disse com a voz manhosa me aproximando dele. Ele sorriu confuso.
- O que? - perguntou atordoado por ter uma mulher nua na sua frente caminhando em sua direção. Parei à poucos metros dele.
- Eu estar assim - apontei pro meu corpo. - e você estar com todas essas roupas desnecessárias. - apontei pro seu corpo dessa vez.
Ao ver as minhas intenções, seu sorriso malicioso se tornou maior e mais evidente. Outra coisa também era evidente. Seu amigo já tinha dado sinal de vida por baixo de sua calça jeans.
- Você pode dar um jeito pra mim. - ele colou rapidamente nossos lábios iniciando um beijo feroz. Suas mãos passeavam livremente por meu corpo nú. Comecei a puxar sua camisa pra cima, e apenas cortamos o beijo pra ele tirar a camisa por completo. Logo, procurei o ziper de sua calça jeans. Assim que achei, senti seu membro já excitado. Sorri durante o beijo.
{ n/a: o que você ler daqui em diante será cenas de sexo, não me responsabilizo por isso, leia se quiser.}
Decidi fazer as coisas diferentes dessa vez. O joguei em minha cama e caminhei até ele. Terminei de abrir sua calça o beijando rapidamente. Nossas línguas tramavam uma guerra entre si. Sorri abaixando meus beijos por toda a extensão de seu abdômen parando perto de sua virilha pra tirar a calça. O mesmo o fez. Voltei a olhar Joe. Seu olhar era suplicante. Acho que ele já sabia o que eu iria fazer.
Passei minhas mãos levemente por cima de sua boxer vermelha, colocando um pouco de força e apertando seu membro. Ele soltou a respiração pesadamente. Sorri ao perceber. Levei minha boca até o elástico de sua boxer o olhando com o olhar provocante. Ele observava tudo com as costas arqueadas. Puxei lentamente sua boxer com a boca até seu membro estar completamente descoberto.
Joe me olhava. Seu olhar passava toda a excitação que seu membro já denunciava. Ao tirar a boxer completamente, envolvi seu membro com uma das mãos, o masturbando. Joe arfou sentindo prazer. Sorri. Envolvi o mesmo que eu segurava, com a boca, dando uma atenção especial à glande. Fiquei um tempo o masturbando enquanto ele soltava gemidos baixos e mordia o lábio inferior.
- Demi... - ele disse em gemidos enquanto eu ainda tinha seu membro na boca. - Não vou aguentar mais. - ele disse. Entendi o recado e tirei minha boca dali. Voltei a beijar Joe.
O que foi inesperado por mim, foi a troca das posições. Joe se virou e se jogou por cima de mim. Me jogou um último olhar sedutor e um sorriso malicioso até que desceu seus beijos até meus seios. Envolveu um com suas mãos, enquanto passava sua língua envolta do meu outro mamilo. Soltei um gemido baixo. Joe continuou descendo seus beijos até chegar em minha virilha. Sua mão foi até o interior de minha coxa, apertando o local. Abriu ainda mais minhas pernas e começou a me masturbar com sua língua. Sugava e lambia toda a região de meu sexo enquanto eu suava e gemia.
Acho que nunca tive um sexo oral tão longo em minha vida. Joe sabia exatamente onde passar sua habilidosa língua, me enlouquecendo. Tirou sua língua. Inesperadamente, me penetrou com três dedos, enquanto outros dois, estimulava a região de cima da minha vagina.
- Joe... - gemi entre dentes. - Mais... rápido. - quase gritei sentindo seus dedos se movimentarem em uma rapidez prazeirosa dentro de mim.
Vendo que eu não aguentaria por muito tempo, diminuiu seus movimentos. Tirou seus dedos de dentro de mim, voltando a me beijar. Logo parou. Se levantou e foi atrás de sua calça em busca da camisinha. Tirou de lá e jogou pra mim deitando novamente na cama.
- Faça o que tiver que fazer. Eu confio em você. - Joe disse com os olhos fechados, esperando que eu colocasse a camisinha nele.
Com cuidado, coloquei a camisinha. Joe segurou meus quadris, se posicionando em minha entrada. Fui me abaixando lentamente. Quando senti que ele estava completamente dentro de mim comecei a me movimentar acompanhando seus movimentos com meus quadris. Estávamos nos movimentando em sincronia. O prazer estava perfeito. Logo cheguei no meu ponto máximo, esperando Joe também chegar. Com mais duas investidas ele relaxou. Saiu de mim. Eu o beijei calma e profundamente.
Depois do beijo, deitei em seu peito. O mesmo levantava e abaixava rapidamente conforme sua respiração.
- Me diz que você não vai sair correndo. - Joe riu baixo.
- Eu não posso. - eu disse e senti que ele sorriu. - O quarto é meu. Tecnicamente, você deveria correr. - segurei meu riso quando ele se levantou inconformado.
- Você tá brincando né? - ele perguntou com as sobrancelhas arqueadas.
- To. - ri e ele me acompanhou. Se deitou novamente.
Ficamos nos encarando por um tempo. Analisei seu rosto. Como eu nunca reparei que Joe era lindo? Seus traços eram fortes, marcando seu rosto masculino. Seu sorriso que eu quase nunca reparei, era tão branco que dói se ficar olhando por muito tempo. Seus olhos eram grandes e castanhos. Brilhavam de um jeito diferente dos vários que eu já vi.
Acho que fiquei tanto tempo reparando nele que quando eu percebi, ele estava dormindo. Não liguei. Mas nem tudo são flores, não é mesmo? Escutei barulho de risadas lá embaixo. Cacete, meus amigos chegaram.
Coloquei rapidamente minhas roupas. Estaria tudo certo. Se não fosse por um ser morto na minha cama. Tentei acordar Joe o chamando baixo. Nenhum resultado.
- Demi, melhorou? - escutei a voz de Selena me chamando na porta. Pronto, agora estava tudo fodido.
Tentei mais uma vez acordar Joe. Porra Joseph, vai ser preguiçoso na puta que te pariu. Não, tia Denise não merecia isso. Foi mal. Não, foi péssimo. Pensamentos pra lá. Preciso acordar um babaca preguiçoso primeiro.
- Joe! Acorda! - gritei quase sem som. Fuck the logic. Ele se mexeu e xingou algo que não consegui traduzir pra língua dos humanos.
- Demi! Tudo bem? - Selena continuou me chamando e bateu com força na porta.
- Já vai. - eu disse em desespero.
Legal! Tinha que esconder Joe e dar uma desculpa qualquer pra demora. Chamei Joe mais uma vez e ele ainda não acordou. O empurrei e ele caiu no chão, fazendo um barulho no mínimo bem alto. Merda de cama de solteiro. Ele fez uma careta que entendi ser de dor. Selena bateu mais uma vez na porta. Joe arregalou os olhos. Finalmente.
- E agora? - ele perguntou sem fazer som.
- Coloca suas roupas, sai pela sacada e anda pelo para-peito até seu quarto. Eu vou enrolar ela enquanto isso. - agradeci por uma ideia ter vindo na minha cabeça tão rapidamente.
- Beleza. - Joe sorriu de canto e começou a colocar suas roupas.
Selena bateu na porta novamente. Tudo bem que ela era minha melhor amiga, mas sabia ser bem irritante quando queria.
- Demi que barulho foi esse? - Selena já perguntou irritada. Revirei os olhos e mordi meu lábio inferior enquanto Joe colocava seu sapato.
- Eu tropecei no pé da cama. - fiz careta e Joe riu baixo pela minha mentira.
- Ah. E por que você ainda não abriu a porta pra mim? O que ta acontecendo, Demetria? - porra ela me chamou de Demetria. A porra ficou séria.
- Eu to me trocando. Acabei de sair do banho. - eu fiz outra careta. Meu cabelo não estava mais molhado. Joe terminou de colocar sua roupa e se levantou indo em direção à sacada. Eu fui andando até a porta.
- Demi, espera. - Joe me chamou e eu me virei. - Nem um beijinho? - ele fez um biquinho e eu ri por um momento. Mas estava nervosa demais pra isso.
- Desculpa mas não vai dar. - entortei a boca. Ele bufou e saiu. Respirei fundo.
Abri a porta e Selena estava me esperando inquieta. A cara dela também não estava nada boa.
- Fala. - bufei tentando parecer irritada. Mas eu sabia que tinha um sorriso me entregando.
- Que demora! - ela disse entrando no meu quarto. Revirei os olhos.
- Já disse. Eu tava tomando banho. - sentei na minha cama simulando tédio.
- Ta. Eu vim ver se você já está melhor. - ela disse voltando a sua expressão beirando preocupação.
- Melhorei. Tomei remédio. - a olhei me sentindo um lixo por ter que mentir pra ela.
- Entendi. Vamos descer então. - ela disse e eu confirmei com a cabeça.
Fiquei pensando se deu tempo do Joe chegar no quarto dele. Mas quando sai do meu quarto, ele estava encostado na porta conversando com Dylan. Olhei pra ele que sorriu quando me viu. Tentei evitar sorrir também mas foi impossível. Super legal. Agora tenho que segurar um sorriso quando vejo Joe. Antes eu tinha que segurar meus punhos pra não bater nele. Ironia do destino? Talvez.
NOTA DA AUTORA:
Oie!
Esse capítulo não foi inteiramente escrito por mim. Eu não escrevo essas cenas. Prefiro que minha prima (@hesjoe) escreva por mim. Então, não me xinguem :)
Anyway...
Gostaram? Espero que sim, e comentem.
- @ohjonato
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Hot ‘N Cold - Capítulo 7
Demi, por outro lado, apenas estava curtindo o momento. Pra ela, o depois não importava, só o agora. E agora ela estava deitada sobre o peito nu de Joe, com sua respiração pesada e seus batimentos acelerados. Podia sentir que Joe não estava diferente. Podia sentir seus batimentos igualmente acelerados em seu peito e sua respiração quente e ruidosa em seus ouvidos, enquanto este fazia carinho no topo de sua cabeça tentando normalizar a respiração.
Nenhum dos dois sequer pensava fazer aquilo estando sóbrios. Mas Demi não estava sóbria. Estava bêbada. Bêbada de raiva e de amor. Complicado? Demi também achava. Estava imersa em seus pensamentos quando Joe finalmente se pronunciou.
- Quando eu imaginava em meus melhores sonhos como seria te ter, você já era meu vício. - ele disse parando seu carinho e dando um beijo onde sua mão, antes, acariciava com toda a calma.
Demi não disse nada. Estava anestesiada. Sabia que tentar dizer qualquer coisa naquele momento seria tentativa em vão. Apenas se moveu saindo de cima de Joe. Deitou ao seu lado e ficou olhando para seu rosto. Uma expressão calma e confusa surgiu no rosto de Joe, quando ele a olhou.
- Nós temos problemas. - ele disse soltando um risinho debochado. Demi fez o mesmo o encarando confusa.
- Somos bipolares. - Joe completou. Demi teve impressão de que ele leu seus pensamentos. Não seria impossível, já que se considerava uma pessoa transparente e qualquer um que quisesse, enxergaria em seus olhos brilhantes, o que se passava em sua cabeça.
- Você é quente, depois é frio. Você é sim, depois é não. Você está dentro, depois está fora. Você está pra cima, depois está pra baixo. Você está errado quando isso é certo. Você é preto e depois branco. Nós brigamos e nos separamos. Nos beijamos e voltamos. - Demi sussurrou o olhando profunda e misteriosamente em seus olhos.
Joe tentou entender o que aquilo significava. Desistiu. Afinal, quando se tratava deles, nada era fácil de entender.
- Alguém chame um médico porque temos um amor bipolar. - Joe sussurrou na mesma altura que Demi com a expressão divertida. Demi paralisou. Ele tinha dito... Não, não tinha dito. Espera! Ele disse. Ele disse amor. Amor. Amor? Aquilo era amor? Não. Ou sim? Ainda era cedo.
Demi ficou pensando no que dizer depois daquilo. Mas apenas sorriu fraco e decidiu que o silêncio era o melhor. Alguns segundos depois, se lembrou que seus amigos poderiam chegar a qualquer instante. E ela estava no quarto de Joe. Ao seu lado. Nua. Depois de ter transado com ele. Precisava sair dali.
- Joe... eu preciso ir. - ela disse baixo ainda o olhando. O mesmo retornou o olhar e sorriu.
- Eu sei. - ele disse. - Mas também sei que você volta depois. - ele se sentou, seguido por ela.
- Não. Eu não posso. Isso é errado. - ela disse sem coragem de encará-lo. Ele franziu as sobrancelhas.
- O que é errado? - ele perguntou com a expressão beirando confusão e medo. Medo da resposta.
- Nós. - ela disse simplesmente. Se levantou, recolheu suas roupas, as vestiu rapidamente e caminhou em direção à porta.
Estava decidida a sair. Olhou pra trás pela última vez.
- Me desculpe. - foi a última palavra que pronunciou antes de sair do quarto de Joe e levando tudo que era seu consigo. Bom, quase tudo. Esqueceu de levar consigo, a droga do seu perfume.
Joe se levantou e apenas vestiu sua boxer. Já tinha ido ao banheiro tomar as certas providências com a camisinha. Deitou novamente em sua cama. Pensou. Pensou em tudo. Em como foi pensar na frase que comprometia seu orgulho. E pior. Em como foi idiota ao pronunciá-la.
Demi estava em seu quarto, já de pijama. Assim como Joe, estava deitada, pensando. Quando eu imaginava em meus melhores sonhos como seria te ter, você já era meu vício. Essa frase ecoava por sua cabeça. O que ele quis dizer com isso? Ele sonhava com ela? Ou pior: ele sonhava em tê-la? Quem era esse ser incompreensível nomeado Joseph Jonas? E o que ele queria com ela?
Decidiu parar de pensar, quando o sono lhe consumiu. Se deu por vencida e fechou seus olhos. Mas antes do silêncio lhe dominar, uma última frase surgiu em sua cabeça. Amor bipolar.
Claridade. Merda de claridade. Era tudo que Joe conseguia ver, sentir e pensar. Seu quarto era o único que tinha uma enorme sacada com vista pro mar. Conseqüentemente, os primeiros raios de sol da manhã, pairavam pelo seu quarto, sem nenhuma vergonha. E se não fosse pela noite mal dormida, onde ficou rolando em sua cama de um lado para o outro, poderia dizer que tudo que ocorreu ontem não passou de um sonho. Sonho.
Soltou uma risada sem humor, quando se levantou. Foi ao banheiro, fez sua higiene matinal e se olhou no espelho. Suas olheiras denunciavam seu mau humor e a noite péssima. Como ele conseguiria dormir, depois de um sonho ter se tornado realidade bem ali, onde teria que passar as próximas oito horas? Como ele poderia dormir, sabendo que ali, naquela cama, foi onde tudo aconteceu? Ele não podia negar. Estava ridicula e loucamente apaixonado por Demetria Lovato.
Demi abriu seus olhos. Tudo que enxergava era borroes. Tudo tinha se transformado em borroes. O que ela queria? Afinal, tinha acabado de acordar. O som estridente do despertador ainda ecoava pelo quarto semi-vazio. Se levantou e foi direto tomar um longo banho. Não estaria disposta ao longo do dia, sem fazê-lo.
E foi lá que ela lembrou. Hoje seria a festa na mansão. Caio estaria lá. Joe também. Na verdade, mal sabia qual seria sua reação ao vê-lo no café-da-manhã em poucos minutos. Só de pensar, lhe dava calafrios. E os pingos gelados caindo em suas costas colaboravam com seus calafrios.
Saiu do banho e se enxugou. Colocou uma roupa qualquer e deixou seus cabelos soltos para secarem naturalmente. Pegou seu celular e o colocou no bolso. Desceu para enfrentar seu pesadelo. Riu ao definir Joe com aquelas palavras. Pesadelo. Não chegava à isso. Mas sim um pecado. Um pecado delicioso.
Quando olhou na mesa da cozinha, todos estavam ali. Exceto por ele.
- Bom dia. - disse sem expressar emoção.
- Bom dia. - todos responderam juntos.
- Que horas vocês chegaram ontem? - Demi perguntou querendo confirmar que nada deu errado.
- 2h00. Fui no seu quarto pra ver se você já tinha dormido e confirmei. - Miley disse. Demi respirou aliviada. Ninguém sabia de nada e pretendia deixar assim.
- Joe foi dormir quando vocês chegaram? - Dylan perguntou. Ao escutar o nome de seu pesadelo, seu corpo estremeceu.
- Não sei. Provavelmente sim. Fui direto pro meu quarto, não vi ele depois disso. - mentiu.
- Sim, fui dormir. - Joe respondeu secamente entrando na cozinha. Demi arrepiou ao ouvir sua voz tão seca novamente.
Tomaram o café-da-manhã conversando sobre diversos assuntos. Demi participou de todos. Não queria deixar que Joe achasse que de alguma maneira, ela havia se abalado com a noite anterior. Já ele, ficou em silêncio todo o tempo, com cara de poucos amigos e se importando apenas com seu café.
Recolheram as coisas da mesa e começaram a discutir sobre o que fazer durante o dia, antes da festa. Demi não queria pensar naquela festa. Sabia que Caio a viria de alguma forma. E precisava arrumar qualquer desculpa para não precisar ir.
- Vamos tomar sorvete. Uma menina que eu conheci na primeira noite aqui, disse que no centro tem uma ótima sorveteria. Depois passamos o dia na praia. - Nick sugeriu. Todos comentaram sobre o assunto decidindo ir.
Demi esperou uma brecha na conversa para se declarar.
- Eu não vou poder ir. Estou com uma forte dor de cabeça desde ontem. Preciso mesmo descansar. - mentiu novamente. Fingiu estar desapontada. Na verdade, nem mentiu tanto. Ela tinha mesmo uma dor de cabeça pra resolver.
- Que pena Demi. Não vai ser a mesma coisa sem você. - Selena disse ficando triste pela amiga. Demi mordeu o lábio. Selena sempre fora fácil demais de enganar.
- Me desculpem. Vou me deitar. Aproveitem e divirtam-se. - Demi disse antes de sair da sala subindo as escadas e em seguida se trancando em seu quarto.
Não gostava de mentir. Ainda mais para seus amigos. Sua melhor amiga. Lembrou do bico de Selena quando disse que não poderia ir. Sorriu achando fofa a careta de sua amiga. Deitou em sua cama e se despejou em um mar de lembranças. Lembranças essas, que incluiam a noite passada. Joe a levava para um mundo impenetravel. Um mundo onde tudo era possível. Um mundo só dos dois.
Joe percebeu o que Demi estava fazendo. Se afastando dele. Mas o que ela menos sabia, era que tentando fazer isso, estava se aproximando ainda mais. Joe não desistia fácil. E Demi não ir com os amigos à sorveteria lhe renderia bons momentos. Que pena. Não poderia ir à sorveteria também. Estava com uma noite de sono atrasada e seu humor estava péssimo. Não estava no clima para isso. Mas para outras coisas, nada o impediria. Nem mesmo seu péssimo humor. Como as pessoas dizem: o amor só fica ainda melhor quando está com raiva.
NOTA DA AUTORA:
Olá!!!!!!!!!!!!!
De novo, esse capítulo foi escrito depois de uma noite em claro, lendo fanfic. Mas dessa vez, a fanfic mudou. Já leram a fanfic Ópera? Quem já, deve imaginar que solucei de tanto chorar. E quem ainda não leu, não recomendo se você é depressivo.
Mas enfim sjlskhglskg
Gostaram? Espero que sim, e me desculpem pelo lixinho que essa fanfic é para os seus olhos. Eu prometo que tento fazê-la o melhor.
Comentem!! :D
- @ohjonato
sábado, 5 de janeiro de 2013
Hot ‘N Cold - Capítulo 6
Joe‘s thinkin‘
Demi entrou em meu carro comigo. Não posso dizer que não gostei disso, porque estaria mentindo. Qualquer oportunidade de irritá-la, pra mim é um prêmio. E estando tão perto dela, seria bem mais fácil. Só eu sei o quanto ela fica irritada só por sentir meu olhar sobre ela, por sentir meu perfume. E só nós dois sabemos o motivo. Pra mim, não passou de uma atração momentânea. É lógico que eu não transaria com a irmã do meu melhor amigo. Seria mancada demais. Até porque eu a odeio. Mas não posso negar que ela é muito gostosa. Isso até Dylan diz.
Já fazia algum tempo em que eu tinha arrancado com o carro, distanciando da pizzaria. Precisava de qualquer contato com ela. Sabia que ela cederia.
- Esse silêncio não te incomoda? - eu perguntei prestando atenção no trânsito. Como o previsto ela não me deu atenção.
- Você não vai mesmo falar comigo? - perguntei arqueando uma sobrancelha quando paramos em um semáforo.
Demi me olhou com um risinho debochado. Bufou e voltou a olhar pra janela.
- Você já deveria saber que seria assim. Eu te avisei. - Demi disse baixo porém entre dentes.
- Olha, a princesa da razão sabe falar. - revirei os olhos.
- Você poderia esquecer da minha existência pelo menos por 10 minutos. - ela bufou irritada.
Apertei o volante com mais força. Ela mal sabia o quanto aquela frase causava impacto em mim.
- Como se eu não me esforçasse. - falei pra mim mesmo sem emitir quase nenhum som. Em vão.
- O que você disse? - ela olhou pra mim.
- Nada. - neguei com a cabeça me recompondo aos poucos.
Mais um pouco de silêncio. Um silêncio cortante. Um incômodo enorme pra mim. Sabia que precisava tomar qualquer atitude ali.
- As vezes eu me pego pensando em como adorei quando você traiu Caio. - soltei uma indireta com um esboço de sorriso em meus lábios.
- Se você está tentando chegar a algum lugar com isso pode esquecer. - ela disse revirando os olhos. - E eu adoraria que você aumentasse a velocidade.
Sorri já pensando no que fazer. Diminui ainda mais a velocidade. Aquilo a irritaria profundamente.
- Joseph, suas táticas de me irritar são tão infantis. - Demi soltou um riso desdenhoso porém senti irritação em sua voz. Como o previsto. Palmas para mim.
- Funcionam. - dei os ombros.
Demi me fuzilou. Prendi a risada. Nunca me cansaria de irritá-la.
- Não sei onde eu estava com a cabeça quando aceitei entrar nesse carro com você. - Demi disse sem me encarar.
- No dia em que transamos, talvez. - você deve estar pensando que eu era masoquista. Sim, porque dizer algo assim pra Demi era querer morrer.
- Com certeza não. - ela disse fingindo desprezo.
Eu ri e encostei o carro em frente nossa casa. Ela desceu e eu a segui. Entramos na casa e ela já ia subindo pro seu quarto. Andei um pouco mais rápido, a alcançando na escada e a prendendo na parede. Nossos corpos estavam colados e eu podia sentir sua respiração rápida e falha em meu rosto.
- Encare os fatos. Você não consegue parar de pensar naquela noite. Não consegue ficar sem me olhar. Não consegue ficar longe de mim. Não consegue esquecer o beijo de hoje. Acredite, eu sei como é. - eu disse sem saber onde fixar meu olhar, em sua boca ainda rosada pelo batom ou em seus olhos assustados pela nossa proximidade.
- Me... me solta. - sua voz era fraca. Fechou os olhos pesadamente pra evitar olhar pro meu rosto tão perto do seu.
- Fale a verdade. Você não quer que eu te solte. Você quer isso tanto quanto eu. E eu acho que você ainda não me agradeceu pela carona. - sorri espertamente encarando seus lábios.
Demi estava paralisada. Não soube realmente traduzir sua reação. Não soube dizer se era de espanto, surpresa ou o efeito de ter meu corpo tão perto do seu novamente.
- Vai Demi, diz. Eu sei que você quer isso. É só dizer que você quer. - eu disse bem perto de ser ouvido e ao fim da frase olhando em seus lábios demonstrando meu desejo. Ela sorriu de canto maliciosa. Sim, meu controle sobre ela era impressionante.
- Eu quero Joe. Eu quero te beijar. Eu quero isso mais que tudo. - ela disse desesperada. E se você me conhece, eu nem fiquei louco com seu hálito quente batendo em minha pele enquanto ela beijava meu pescoço. Espera. Eu deveria quitar algumas dividas dela comigo. Essa seria uma ótima oportunidade.
Esperei mais um tempo, encarando seus lábios rosados e entre-abertos enquanto ela encarava meus lábios. Isso quando ela não me beijou no pescoço e dava pequenas mordidas no lobulo de minha orelha.
- Você quer isso certo? - perguntei com a voz rouca. Ela assentiu respirando fundo. Eu sorri maroto. - Por isso você vai ficar querendo. - dei uma última encarada pros seus lábios. Eu também queria aquilo mas ela precisava ver que eu tenho meu valor. Isso foi gay, eu sei.
Eu me afastei dela e fiquei observando a sua reação com um sorrisinho vitorioso. Ela, de começo, ficou paralisada. Sem reação, com o queixo caído. Pois é, ela não imaginaria que eu teria tanto auto-controle pra negar uma coisa assim pra uma garota. Ainda mais uma garota tão gostosa quanto ela. Ela sabia que era gostosa, mas não ficava se exibindo como essas vadiazinhas por aí. Era isso que eu admirava nela. Fui gay de novo, eu sei.
Sua expressão mudou. De inexpressiva, se tornou assassina. Acho que é agora que eu saio correndo. Seu olhar estava me queimando como lazer.
- Você não fez isso. - ela disse cerrando os olhos em minha direção. - Fiz. - dei os ombros em sinal de indiferença.
- Sabe... - ela começou a andar lentamente na minha direção. Já entendi o que ela quis fazer com isso. Jogar o feitiço contra o feiticeiro. É Demetria, se você não fosse tão egoísta de não querer compartilhar seu corpo comigo, eu até cairia na sua laia pra te fazer feliz. Ok. Pra me fazer feliz também. Mas o que deu em mim hoje?
Ela se aproximou ainda mais de mim, consequentemente, me encostando na parede atrás de mim. Minha respiração (por mais que eu insistisse passar a impressão de forte) era falha. Quando se trata de Demetria Lovato, tudo muda. Gay de novo? Foda-se tudo. Estou prestes a beijar Demi.
Ela não sabia se deixava seu olhar nos meus lábios ou em meus olhos. Finalmente, se aproximou de meu pescoço e me puxou pelo cós de minha calça. Soltei o ar pesadamente sentindo suas garras se aproximarem de minha intimidade por dentro de minha calça.
- A vida me ensina coisas que nunca irei esquecer. - ela inspirou meu perfume. Soltou um hálito quente em meu pescoço.
- E uma delas, é que nunca posso ficar inconsciente perto de Joseph Jonas. - ela deu um sorriso sujo e eu ri baixo gostando daquela lembrança.
- E a outra... - ela deu um selinho em meu pescoço e logo em seguida um chupão. Ela era fissurada por pescoço masculino, ou era só impressão minha?
- Nunca deixe um homem pisar em você. Retribua. - ela mordeu o lobulo de minha orelha.
Eu já não sabia onde eu estava. Joseph, você precisa se controlar mais quando o assunto é Demetria Lovato.
- Não brinque comigo, garota. Você não sabe o que eu sou capaz de fazer. - eu disse fechando os olhos pesadamente enquanto ela passou sua mão levemente por cima de meu membro, que nesse ponto, já estava com um nível alto de excitação.
- Me mostre, Joseph. Me mostre o que você é capaz de fazer. - ela disse sugando meu lábio inferior e mordendo o mesmo antes de soltá-lo.
Simplesmente perdi a cabeça. Me chame de fraco, eu deixo. A empurrei trocando de posição com ela, a encostando onde eu estava antes. Grudei nossos lábios com voracidade. Estava pouco me fodendo se estava a machucando. Quando nossas línguas entraram em contato, um choque término percorreu meu corpo. Minhas mãos alcançaram seu quadril. Passei meus braços por sua cintura a apertando. Ela soltou um gemido baixo, o que só me deixou com mais vontade de tê-la.
Depois de algum tempo daquele jeito, minhas mãos alcançaram sua bunda. Dei uma leve apertada no lugar. Ela se apoiou em meus ombros e eu entendi. A ajudei com um empurrão pra cima. Passou suas pernas em torno de minha cintura. Desse jeito, fomos subindo as escadas. Eu beijava seu pescoço e busto languidamente. Chegamos no corredor.
Tínhamos que escolher qual dos quartos entrariamos. Mas estavamos ocupados demais pra pensar no momento.
- Meu ou seu? - ela perguntou com a cabeça pra trás enquanto eu ainda beijava seu busto.
- No meu. - eu disse e ela afastou minha cabeça sem entender. - Camisinha. - eu disse e ela assentiu.
Entramos no meu quarto e eu, encostado na porta, a tranquei. Cambaleamos até minha cama onde ela caiu deitada. Me joguei sobre ela. Voltamos a nos beijar, como se fosse anos que não faziamos aquilo.
- Joe... - Demi gemeu, enquanto enfiava suas unhas em meus ombros já nus. Não me pergunte quando eu tirei minha camiseta.
- Fale. - respondi desgrudando minha boca de seu pescoço apenas pra dizer.
- Me... desculpe... por... erm...
isso. - ela disse pausadamente.
- Isso o que? - perguntei a encarando confuso. Ainda estava sobre ela.
- Nada. Continue. - ela negou com a cabeça. Eu dei os ombros.
Eu tenho problemas. Sérios problemas. Meu problema tem nome e sobrenome. Demetria Lovato. Mas acho que meu problema pode ser chamado de vício. Cai melhor na frase, não concorda?
NOTA DA AUTORA:
Oie!
Bom, Primeiramente, quero agradecer minha prima Luana, por le ajudar a escrever esse capítulo. Sigam ela no twitter @hesjoe
E agora, desculpem pelo nível de perversão. Mas na sinopse já diz que teria. Não sou responsável por isso.
Gostaram do capítulo? Comentem!
- @ohjonato
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Hot ‘N Cold - Capítulo 5
Demi‘s thinkin‘
Apesar de estar de frente para Joe, não o olhei nem sequer um minuto. Eu nunca precisei de trocas de olhares com ele, por que precisaria agora? Perca de tempo. Encarar olhos tão intensos quanto os dele, castanho-mel, cheio de mistérios...Pra que? Bobagem. Aliás, tinha olhos claros (muito mais interessantes, diga-se de passagem) me encarando. Isso só me fez lembrar da cara de espanto que todos fizeram quando eu fingi já ter ido pra cama com aquele garoto. Na verdade, durante o tempo que eu estava de férias em Miami, eu só tinha olhares para um objetivo (ou talvez dois mas isso não entra em questão agora). Objetivo, esse, que tinha nome, sobrenome e um belo par de chifres na cabeça. Se você pensou em Caio, certamente você acertou. E sim, eu já o trai uma vez. Mas nem chegou aos pés do que ele fez comigo. Se ele fosse me trair, que traisse com uma mulher gostosa, loira, com pinta de surfista, cabelos loiro-branco, devido à sua exposição contínua ao Sol. Mas não. Foi com uma tremenda baranga que nem corpo tinha. Mas voltando ao assunto...Sim, eu transei com outro cara enquanto estava ficando com Caio. Mas eu vou explicar como tudo aconteceu.
Início do Flashback
Eu estava em sua casa, onde estava ocorrendo uma festa. A família de Caio sempre fora bem conhecida por suas festas. Estas, que sempre tinham muita gente, álcool, drogas e, conseqüentemente, brigas e sexo. Nesse dia não foi diferente. A festa já tinha tomado o rumo de sempre. Eu já tinha me perdido de meus amigos. Em meu campo de visão só enxergava Dylan engolindo uma garota (lê-se: puta) no meio da sala. Todos já tinham tomado uma considerável quantidade de bebida, que deixariam todos com uma ressaca sem igual no dia seguinte. Se você acha que eles estavam se importando, se enganou.
Resolvi dançar. Bêbada e sem notícias do paradeiro do garoto que eu estava ficando e que eu nem lembrava seu nome (Caio), não poderia perder a oportunidade de me divertir um pouco mais. Fui pro meio da sala que tinha virado uma grande pista de dança (e pra alguns idiotas, motel), e sem me preocupar com o comprimento do meu vestido, comecei a rebolar sem limite ou consciência do que estava fazendo. Acho que dancei tão bem, que despertei a atenção de uma boa quantidade de garotos ali perto. Todos eles aparentavam ser surfistas profissionais com seus belos corpos no mínimo bem definido. Mesmo bêbada e sem consciência, pude sentir o delicioso aroma da orla. Mas eu não estava viajando. Aqueles garotos surfistas se aproximavam cada vez mais e traziam consigo, seu delicioso perfume de água salgada. Cabelos loiros e compridos. Sustentavam um olhar nada reprimido em direção aos meus quadris enquanto estes se movimentavam conforme a música.
Pouco tempo depois, sem conseguir controlar meus desejos, nem mesmo meus pensamentos, estava na cama. Sem meu vestido. E junto com o vestido, acho que a pessoa com a qual eu estava prestes a transar, tirou junto minha sanidade. Mas diferentemente do que eu pensava, a pessoa sobre mim não cheirava orla de Miami. Muito menos seus cabelos eram loiros e compridos. Opa. Acho que viajei legal agora.
Sem que eu percebesse, Joe me invadiu com toda a sua força. Nem lembrava como tinha perdido minhas roupas íntimas. Nem se ele estava prevenido. Tudo aconteceu muito rápido. Em fração de segundos. Assim como seus movimentos, rápidos e precisos. Pouco tempo depois (o que eu considerei milésimos, já que estava praticamente apagada pela bebida e pelos sentimentos) senti Joe cair relaxadamente ao meu lado. Quando percebi o que tínhamos feito, olhei pro teto e arregalei os olhos.
Eu não podia ter feito aquilo. Não com Joe. Não ali. Não daquele jeito. Me levantei rapidamente, o assustando e comecei a procurar minhas roupas pelo quarto que eu nem lembrava de ter entrado. Joe observava tudo com a testa levemente franzida em confusão.
- O que... Demi... Espera! - Joe disse rapidamente vendo que eu estava prestes a chorar e colocava minhas roupas o mais rápido possível.
- Isso não aconteceu. Eu estava desacordada. Você se aproveitou de mim. Nunca pensei que isso pudesse ter vindo de você. Não mesmo Joseph. - eu disse o mais calma possível ainda tentando assimilar que tinha acabado de transar com a pessoa que mais odeio nesse mundo.
- Concordo plenamente. - Joe disse seca e rapidamente também se levantando e indo ao banheiro. - E não se preocupe. Eu tomei as providências que deveriam ser tomadas. - Joe disse ainda seco me deixando confusa. Entrou no banheiro.
Quando ele sumiu de vista eu pude tentar começar a entender o que ele disse com aquela frase. Sem querer, eu havia olhado pras suas partes íntimas enquanto ele se levantava. E pra minha felicidade, ele estava usando camisinha. Mas por favor, não me questione quanto ao tamanho de...você sabe o que...Eu estava tão distraída preocupada com a camisinha que não prestei atenção ao tamanho. Tudo bem, um pouco. Mas prefiro não comentar.
Fim do Flashback.
Só de me lembrar que eu já tinha tido relações sexuais com a pessoa mais irritante... mais idiota... mais babaca... mais... mais sexy... Não! Eu não pensei isso. Eu devo estar viajando. Olha onde eu vim parar. Olha o meu estado. Eu não devo estar bem. Voltando ao que eu estava dizendo, só de me lembrar que eu já tive relações sexuais com o ser imprestavel à minha frente eu sentia um arrepio na espinha. Nada de sentimento bom. Eu odiava a ideia de ter bebido tanto, à ponto de permitir que o cara mais tarado e repugnante, me levasse para um quarto, onde ficariamos sozinhos e sem nenhum tecido nos atrapalhando.
Meu olhar estava perdido em qualquer ponto e quando me lembrei de sua reação ao pronunciar as primeiras palavras depois de minha desaprovação do ocorrido um pequeno calor subiu desde meus pés. Sua voz foi tão seca, ao mesmo tempo tão sedutora. Mas esse fato eu poderia esquecer por enquanto. Foco no jantar, Demi. Foco.
Meus amigos conversavam qualquer coisa que não me interessava. Já fazia um bom tempo desde que acordei de meus desvaneios. Até então, olhava insistentemente em meu celular de 5 em 5 segundos checando as horas. Qualquer atividade para meus olhos estava de bom tamanho. Não precisava encarar aquele par de lindos e intensos olhos castanhos em minha frente. Já disse isso. Estou apenas reforçando.
Depois de mais algum tempo tentando aguentar as idiotices que meus amigos falavam, e escutando suas risadas ridículas sem sentido algum (sim, estava sem paciência até pras minhas melhores amigas), decidi falar mais alguma coisa. Dessa vez algo que finalmente expressou meu humor:
- Vamos embora? Cansei de fingir que estou me divertindo.
Ao escutar minha voz tão dura e seca, meus amigos me encararam, encontraram uma expressão que dava a entender a voz.
- Vamos. - Dani disse sem graça.
- Demi, quer ir embora? Vá de pé. - Dylan disse respondendo à altura de meu tom.
- Exatamente. Ótima ideia. - fingi um sorriso amigável e me levantei rapidamente apenas deixando a parte em dinheiro que eu deveria pagar do jantar.
Segui em direção à porta da pizzaria nervosa, mas ao mesmo tempo aliviada por estar saindo de um lugar que eu não estava me sentindo bem. O mesmo garoto que me acompanhou com o olhar desde que eu pisei no lugar, se levantou rapidamente se dirigindo à mim.
- Me desculpe, mas não pude deixar de escutar que você vai embora sozinha de pé. - o garoto sorriu timidamente olhando nos meus olhos. - Eu levo você, se você aceitar minha carona.
Não pude deixar de sorrir assim que vi aquele par de pérolas me encarando. Não posso negar que pensei em aceitar o convite, mas eu (apesar de não parecer) sabia muito bem que ele era um completo estranho, e que eu não deveria aceitar. Mas antes que eu pudesse abrir a boca para agradecer, senti um braço repousar sobre meu ombro, me abraçando de lado. Reconheci o dono desse braço bem definido e seu perfume no mesmo momento sem precisar olhar para confirmar.
- Não precisa, ela está acompanhada. - Joe disse com cara de poucos amigos para o rapaz.
- Bom... Me desculpe então. - o rapaz sorriu sem jeito e olhou pra mim.
No mesmo momento, uma ideia passou pela minha cabeça. E por que não colocá-la em prática? Um sorriso vingativo surgiu em meus lábios e logo em seguida, se transformando em um sorriso sedutor (no mínimo).
- Bom, hoje não vai dar, mas meu nome é Demi e você pode me ligar depois para marcar um dia para sairmos. - eu disse e no segundo seguinte, tirei os braços de Joe de meu ombro, deixando o mesmo me cerrando e me fuzilando com o olhar. Passei meu número para o rapaz.
- E a propósito, qual seu nome? - perguntei. Juro que sonhei por um momento, que ele diria Lucas. Aí sim, Joe ficaria puto.
- Ewan. - ele sorriu gentilmente fazendo com que seu sorriso quase me deixasse cega de tão branco e brilhante.
- Prazer. Agora acho que vou ter que aceitar a carona de um ser imbecil, mas obrigado mesmo assim. - eu disse entre dentes e Joe sorriu. Ewan se afastou e voltou a sentar-se com seus amigos.
Me virei para Joe no mesmo momento. Ele sustentava um sorriso vitorioso.
- Se você pensa que vai me levar pra casa está errado. Como Dylan disse, eu vou de pé. - eu disse já me virando pra porta da pizzaria.
- Você não pode voltar de pé, sozinha, a esse horário. - Joe disse ainda sorrindo do mesmo jeito de antes, assim que puxou meu braço.
- Desculpa te desapontar. - sorri falsamente. - Tchau Jonas.
- Ou você vai de carro comigo, ou vai ter que esperar a boa vontade de seu irmão pra ir embora. O que obviamente vai demorar mais um bom tempo.
Bufei sabendo que aquilo era, em parte, verdade. Mas só a ideia de passar alguns minutos dentro de um mesmo carro, a poucos metros de distância de Joe, me deixava nervosa. Eu teria que escolher entre ficar nervosa de frente para Joe, ou dentro de um carro ao seu lado.
- Ok aceito. Me leva embora. - eu bufei e disse entre dentes.
- Agora sim. - Joe sorriu ainda mais. Olhou pra Dylan e com um sinal, indicou que alguma coisa deu certo. Dylan filho da puta! Nunca vou te perdoar por dar essa ideia ao Joe.
- Mas nem pense que eu vou falar com você ou simplesmente olhar pra você. Isso não vai acontecer. Eu vou chegar em casa subir, entrar no meu quarto sem ao menos te agradecer. - eu disse mais nervosa que antes.
- Como quiser, madame. - Joe disse sorrindo como se ele soubesse que não seria assim. Vou ter que desapontá-lo. Mais uma vez. Mas quem liga pra isso? Ah é, eu não.
NOTA DA AUTORA:
Oi!
Postei mais rápido dessa vez, acredito :)
Bom, esse capítulo foi escrito depois de uma noite inteira em claro, lendo a fanfic Biology (pela milésima vez, devo acrescentar) e em pouco tempo. Sei lá, acho que demorei só 1h pra escrevê-lo. Deve ser por isso que está uma merda. Mas enfim... espero que gostem. Comentem!